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Meio Ambiente

Joaquim Leite está recolocando o Brasil no debate ambiental, diz Guedes

Segundo Guedes, o ministro do Meio Ambiente "chegou na hora certa, está recolocando o Brasil na discussão". O novo ministro assumiu o posto em maio, no lugar de Ricardo Salles
Agência FolhaPress

Publicado em 

05 nov 2021 às 16:50

Publicado em 05 de Novembro de 2021 às 16:50

O ministro Paulo Guedes
O ministro Paulo Guedes Crédito: Washington Costa/ASCOM/ME
"Agora nós entramos de cabeça nessa, após um início um tanto hesitante, eu diria", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a atuação do governo federal nas questões ambientais. Ele participou nesta sexta (5), por vídeo, de evento transmitido no estande do Brasil na COP26, conferência mundial do clima que acontece até o dia 12 em Glasgow, no Reino Unido.
"Nós tínhamos questões de outra ordem, os problemas eram invasão de terra e isso acabou transbordando para fora como uma imagem de um país que não preserva recursos naturais, que não é uma imagem correta", disse.
Ao seu lado, em Brasília, estava o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, elogiado por Guedes.
"Joaquim Leite chegou na hora certa, está recolocando o Brasil na discussão", disse. O novo ministro assumiu o posto em maio, no lugar de Ricardo Salles, investigado pela Polícia Federal por facilitação de contrabando de madeira.
Após quase três anos de governo marcados pelo desmonte das políticas ambientais de gestões passadas, aumento do desmatamento e cobranças internacionais sobre o tema, o Brasil chega à COP26 assumindo novos compromissos sobre florestas e redução de emissões de metano e com uma postura construtiva nas negociações de regulamentação do Acordo de Paris.
Nesse período, o ministro da Economia também foi cobrado pelas políticas ambientais durante fóruns econômicos.
No ano passado, em Davos, ele foi criticado por associar a devastação da Amazônia à pobreza. Agora, sinaliza uma mudança de tese e cita a criação de um mercado de créditos de carbono e a implantação de juros verdes, que seriam mais baixos para a agricultura de baixo carbono, como oportunidades de crescimento econômico verde.
"É bom a gente achar um jeito de remunerar quem preservou", afirmou.
O ministro também reconheceu a importância que as questões ambientais ganharam na discussão econômica. "Eu sentei com a secretária do Tesouro americano e ela começou perguntando sobre meio ambiente: 'Como podemos ajudar?' [A reunião] com a União Europeia também."
O evento, que não admitiu perguntas, foi realizado no estúdio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília e transmitido para o estande oficial do Brasil na COP26 -também montado em parceria com as confederações da agricultura e da indústria.
A jornalista viajou a convite do Instituto Clima e Sociedade.

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