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Secretaria da Cultura

Governo Federal banca despesas de Regina Duarte em Brasília

O ministério se recusou a informar quantos assessores estão sendo patrocinados e qual o valor total das despesas

Publicado em 23 de Janeiro de 2020 às 19:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 jan 2020 às 19:15
Presidente da República Jair Bolsonaro durante encontro com Regina Duarte Crédito: Carolina Antunes
Mesmo sem a garantia de que Regina Duarte aceitará ocupar a Secretaria da Cultura, o governo Jair Bolsonaro tem bancado as despesas da atriz e de assessores em Brasília. Passagens e hospedagem foram pagos com dinheiro público.
A atriz veio à capital federal nesta quarta-feira (22) para conhecer o órgão. Ela ainda precisa tomar sua decisão sobre comandar a área cultural do governo Bolsonaro.
O nome de Regina é aposta para substituir o dramaturgo Roberto Alvim. Ele foi demitido do órgão após a publicação de um vídeo com discurso e estética nazistas, na semana passada.
"O Ministério da Cidadania informa que custeou as despesas de deslocamento e estadia de Regina Duarte e de seus assessores", informou a pasta, que, inicialmente, tinha a Secretaria da Cultura sob seu guarda-chuva.
O ministério se recusou a informar quantos assessores estão sendo patrocinados e qual o valor total das despesas. 
Regina tem ao menos dois acompanhantes em Brasília. Um deles é seu filho e sócio, André Duarte Franco. Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, ele é o elo da atriz com a ala bolsonarista do governo.
No hotel onde ela se hospedou desde quarta, uma diária varia de R$ 377,10 --o quarto mais simples-- a R$ 2.239 --a suíte master--, segundo pesquisa no site do próprio hotel tendo como referência a data desta quinta-feira (23). 
A atriz segue para São Paulo, segundo a Secretaria de Cultura.
"O Ministério informa ainda que o procedimento não fere normas legais e faz parte da prática de gestão dos órgãos do Executivo", disse a pasta da Cidadania em nota.
Regina chegou a Brasília no início da tarde de quarta em um voo comercial. Foi recebida no aeroporto por funcionários do governo, que, em dois carros, a levaram até o Palácio do Planalto, onde almoçou com Bolsonaro.
Em seguida, ela passou a o restante da quarta em reunião na pasta que cogita assumir.
O mesmo aconteceu nesta quinta. Ela deixou a Secretaria de Cultura sem falar com a imprensa.
"De acordo com a assessoria particular de Regina, ela vai refletir sobre tudo que viu e aprendeu. A previsão para que ela dê uma resposta é após o retorno do presidente", informou a secretaria, referindo-se à ausência de Bolsonaro, que viajou nesta manhã para a Índia e só volta na próxima semana.
Integrantes da pasta disseram à Folha que ela se reuniu com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a quem a Secretaria de Cultura hoje está subordinada.
Secretários do ministério apresentaram-se e falaram de suas áreas de atuação. 
A atriz agradeceu, deu declarações genéricas no sentido de valorizar a cultura no Brasil e ficou de fazer novas reuniões após a nomeação, caso, de fato, aceite.
Ao fim da reunião, ela convidou a reverenda Jane Silva, atual secretária de Diversidade Cultural da pasta, para o cargo de secretária-adjunta na Cultura. A decisão também foi revelada pela coluna Mônica Bergamo.
Jane é atualmente secretária da Diversidade Cultural. Segundo o governo, ela ocupará temporariamente o cargo de secretária-adjunta até que haja uma definição sobre a nomeação de Regina.

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