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Governo de MG oferece apoio psicossocial às vítimas de Brumadinho

Psicólogas e assistentes sociais trabalham no acolhimento das famílias e da comunidade, tanto em Brumadinho quanto em visitas técnicas à Academia de Polícia Civil

Publicado em 05 de Fevereiro de 2019 às 18:09

Publicado em 

05 fev 2019 às 18:09
Casa atingida pela enxurrada de lama após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) Crédito: ANTNIO CÕCERO

O governo de Minas Gerais informou nesta terça-feira (5) que a Defensoria Pública do estado está oferecendo suporte psicossocial aos sobreviventes da tragédia ocorrida no dia 25 de janeiro em Brumadinho, Minas Gerais, com o rompimento da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, pertencente à Vale.

Psicólogas e assistentes sociais trabalham no acolhimento das famílias e da comunidade, tanto em Brumadinho quanto em visitas técnicas à Academia de Polícia Civil (Acadepol), local em que é feito o cadastro com informações pessoais e dados dos desaparecidos, além do atendimento médico e multidisciplinar pela Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo nota do governo estadual, profissionais da Coordenadoria Técnica do Setor Psicossocial da Defensoria Pública e de outros setores fazem um trabalho de articulação com a Secretaria de Saúde para o encaminhamento para atendimento, conforme a especificidade da demanda.

“A assistência psicossocial às pessoas é uma das prioridades da saúde estadual. Nossa equipe está trabalhando para articular e apoiar a rede de atenção do município, buscando atender às necessidades emergenciais dos afetados e prevenir os transtornos de estresse pós-traumático, muito comuns nessas situações”, explica na nota, o assessor estratégico da secretaria, Bernardo Ramos.

A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Juliana Ávila, ressaltou que os atendimentos também estão sendo feitos em regime de plantão. “Durante o dia, as pessoas são atendidas no Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) do município. À noite e no fim de semana, o atendimento é no Hospital Municipal João Fernandes do Carmo. Quando o caso é de urgência, o atendimento éna UPA, onde um médico psiquiatra fica de sobreaviso. As crianças e os adolescentes são atendidos no CAPS”, informou Juliana.

O apoio psicossocial às famílias que chegam ao Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte em busca de notícias dos parentes, ou para o reconhecimento de corpos, está sendo prestado por equipes estaduais do Hospital Eduardo de Menezes, em parceria com o Conselho Regional de Psicologia.

Até o momento, as autoridades confirmam 134 mortos, dos quais 120 já foram identificados. Além disso, 199 pessoas continuam desaparecidas. Ao todo, 394 foram localizadas.

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