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Em 2009

Gleisi critica Obama por afirmar que havia boatos de corrupção envolvendo Lula

Em um recém-lançado livro de memórias sobre seu tempo na Casa Branca, Obama descreve um encontro com Lula no qual o brasileiro causou boa impressão

Publicado em 19 de Novembro de 2020 às 09:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 nov 2020 às 09:36
Gleisi Hoffmann
 A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama Crédito: Alessandro Dantas
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou nesta quarta (18) o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama por suas declarações sobre o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em um recém-lançado livro de memórias sobre seu tempo na Casa Branca, Obama descreve um encontro com Lula no qual o brasileiro causou boa impressão e afirma que, já naquela época, "circulavam boatos de clientelismo governamental, negócios por baixo do pano e propinas na casa dos bilhões".
Em entrevista à Folha, Obama disse que "está claro que o Brasil ainda tem problemas profundos com a corrupção sistêmica".
Gleisi saiu em defesa de Lula e afirmou em uma rede social que o americano "tem de explicar a sua participação no golpe e na Lava Jato", referindo-se ao impeachment de Dilma Rousseff (PT). Ela também acusou Obama de acobertar seu vice, Joe Biden (hoje presidente eleito dos EUA), de investigações de corrupção.
Em 2015, Biden pressionou a Ucrânia pela demissão de Viktor Shokin, um procurador que, entre outros casos, investigava a empresa ucraniana Burisma Holdings por corrupção -um dos filhos do então vice, Hunter, fazia parte do conselho de administração da companhia.
Shokin foi alvo de críticas do governo ucraniano e da opinião pública, que o consideraram ineficaz. Seu sucessor, Iuri Lutsenko, não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo a Burisma. Em setembro do ano passado, o Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia afirmou que Hunter nunca havia sido investigado.
Gleisi também afirmou que Obama passou "oito anos fazendo guerras e espionagem a serviço da indústria de armas e do establishment de seu país".
Um dos episódios de maior tensão nas relações entre EUA e Brasil das últimas décadas ocorreu em 2013, durante os governos de Dilma e Obama, quando documentos secretos obtidos pelo jornalista Glenn Greenwald com o ex-técnico da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden revelaram que Dilma e seus assessores foram espionados por Washington.
A então presidente decidiu cancelar uma visita de Estado aos EUA agendada para poucas semanas após o caso vir à tona.
Ainda no primeiro mandato de Dilma, em 2015, o site WikiLeaks publicou documentos da NSA que revelaram novos grampos. Ao todo, 29 telefones de membros e ex-integrantes do governo foram interceptados pela agência americana, como os de Antonio Palocci e Nelson Barbosa.
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