Publicado em 18 de julho de 2019 às 22:27
O estudante universitário Vinícius Vieira foi agredido por fiscais e seguranças da estação rodoviária de Salvador na madrugada desta quarta-feira (17).>
Estudante da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), em São Francisco do Conde (a 81 km de Salvador), Vinícius é da cidade de Ilhéus, sul do estado, e mora no alojamento da universidade.>
Ele havia desembarcado em Salvador por volta de 1h vindo de Ilhéus, onde foi visitar a família. Resolveu esperar na própria rodoviária para pegar o ônibus para São Francisco do Conde ao amanhecer.>
Quando estava sentado sob um dos quiosques da rodoviária, estudando, foi abordado pelos fiscais e seguranças, que tentaram o expulsar do local.>
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Em uma rede social, Vinícius conta que fiscais e seguranças da rodoviária agiram de forma truculenta. Parte das agressões foi gravada em um vídeo feito com o telefone celular. No vídeo, os seguranças aparecem dando tapas e empurrões no estudante.>
"O senhor está me ferindo. O senhor não pode me agredir. Estou sendo agredido pelos fiscais da rodoviária. Sou estudante universitário, você não pode me agredir dessa forma", disse o estudante enquanto era agredido.>
Ele diz que viu os seguranças afirmarem aos policiais que desconfiaram que ele pudesse ser um infrator. Na manhã de quarta, Vinícius prestou queixa em uma delegacia e fez exame de corpo de delito.>
O vereador Marcos Mendes (PSOL), que deu acompanhou o caso, afirma que a ação contra Vinícius pode ser enquadrada como um episódio de racismo institucional o estudante é negro. Também destaca o agravante de o caso ter acontecido dentro da rodoviária, estrutura que pertence ao governo do Estado.>
Concessionária da rodoviária de Salvador, a empresa Sinart informou que lamenta o episódio e que os funcionários que agrediram o estudante ficarão afastados enquanto o caso estiver em investigação.>
"A Sinart preza pela humanização do atendimento e respeito a todos os usuários e que não compactua e repudia quaisquer atitudes de violência ou preconceito, seja verbal ou físico", disse a empresa em nota.>
A Agerba, agência reguladora do setor de transportes ligada ao governo da Bahia, informou que repudia quaisquer atos de abuso e violência e disse que está apurando a situação.>
ANTECEDENTE>
Esse não é o primeiro caso de racismo e violência física registrado em Salvador neste ano. Em fevereiro, o microempresário Crispim Terral, 34, foi imobilizado por policiais militares dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal.>
Primeiro o banco afirmou, em nota, que não havia identificado nenhuma atitude discriminatória de seus funcionários. Dias depois, no entanto, afastou o gerente da agência.>
Veja vídeo>
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