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Brumadinho

Engenheiros que atestaram segurança da barragem da Vale são presos em SP

Profissionais prestaram serviço à Vale, na barragem 1 da Mina do Feijão

Publicado em 29 de Janeiro de 2019 às 09:48

Publicado em 

29 jan 2019 às 09:48
Sobrevoo da área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho Crédito: Isac Nóbrega/PR
Cinco pessoas foram presas nesta terça-feira por ligação com a tragédia de Brumadinho (MG). Em São Paulo, a polícia deteve dois engenheiros de uma empresa terceirizada que atestou a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão. Em Minas Gerais, a operação atingiu três funcionários da Vale responsáveis pela obra e pelo licenciamento ambiental.
Todos os mandados de prisão valem por 30 dias e foram expedidos pela comarca de Brumadinho da Justiça Estadual de Minas Gerais, a pedido do Ministério Público. Além das prisões, a Polícia Federal (PF) de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão em uma empresa que prestou serviços de projetos e consultoria para a Vale.
O desastre de Brumadinho causou 65 mortes e deixou 279 desaparecidos, segundo o último comunicado da Defesa Cilvi de Minas, divulgado na noite deste segunda-feira. As buscas por mais vítimas da tragédia recomeçaram na manhã desta terça-feira.
A prisão dos engenheiros Makoto Namba e André Yum Yassuda ocorreu nos bairros de Moema e da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.
Os outros três alvos da operação moram na região metropolitana de Belo Horizonte, informou o Ministério Público de Minas. Além das prisões — todas temporárias, por trinta dias — os agentes visavam a cumprir, também, sete mandados de busca e apreensão.
Entre os presos estão três funcionários da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo empreendimento minerário e, também, seu licenciamento.
Os demais são engenheiros terceirizados que, recentemente, atestaram a estabilidade da barragem. Os documentos e provas apreendidos também serão encaminhados ao Ministério Público para análise.
Os presos serão ouvidos pelo MP de Minas, em Belo Horizonte.
Em Minas, a operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil do Estado e, ainda, com atuação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) daquele estado.
Em nota divulgada logo após a operação, a Vale se limitou a informar que está colaborando com as investigações e dando apoio "incondicional" às famílias atingidas.

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