Publicado em 1 de março de 2023 às 06:46
A Polícia Civil de Sorocaba, no interior de São Paulo, indiciou a motorista de aplicativo Elize Matsunaga por uso de documento falso.>
Elize está em liberdade desde maio do ano passado, após cumprir pena de 10 anos por matar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Matsunaga, em maio de 2012. Atualmente, ela mora em Franca (400 km de São Paulo).>
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), policiais civis participavam de uma operação contra a falsificação de documentos. Durante as ações, os agentes identificaram uma pessoa que estava utilizando antecedentes criminais falsificados.>
Não foi informado se o documento estava em nome de Elize ou de outra pessoa. Segundo a pasta, uma perícia comprovou a irregularidade.>
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A reportagem ligou e enviou mensagem para o advogado de Elize, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.>
Um inquérito foi aberto para investigar a falsificação.>
Na segunda-feira (27), Elize foi encaminhada para uma delegacia para prestar depoimento. Ela estava acompanhada por um advogado.>
Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça. Policiais apreenderam um notebook e um celular.>
A condução para a delegacia foi mencionada pelo secretário de Segurança de SP, Guilherme Derrite, em sua conta no Twitter.>
"Infelizmente a reincidência criminal é uma das realidades com as quais nossas polícias se deparam. Ela havia sido solta na progressão de pena que se demonstra um entrave para a segurança pública", escreveu Derrite.>
A decisão de soltar Elize foi tomada pelo Departamento Estadual de Execução Criminal da 9ª Região Administrativa Judiciária. Ela estava presa em Tremembé, no Vale do Paraíba.>
"Vejo como uma etapa correta do cumprimento da pena. É o próximo passo de quem está cumprindo com todas as obrigações impostas pelo estado. Isso faz parte do sistema de aplicação da pena", disse, à época, o advogado Luciano de Freitas Santoro, que representa Elize.>
Elize foi condenada em 2016 pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A pena chegava a quase 19 anos de prisão. Em maio de 2019, ela obteve na Justiça a redução de sua pena em dois anos e seis meses. >
Também em 2019 ela passou para o regime semiaberto.>
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