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Desativação de barragem passa por retirada de rejeitos

A destinação final do material ainda não foi esclarecida, mas o prazo previsto para a conclusão do processo é de três anos

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 11:14

Publicado em 

31 jan 2019 às 11:14
Estragos provocados pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho Crédito: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS
A drenagem, o armazenamento e o reúso de rejeitos de minério estão entre os procedimentos que podem ser adotados no descomissionamento de dez barragens da Vale, anunciado pela empresa na terça-feira, 29. A destinação final do material ainda não foi esclarecida, mas o prazo previsto para a conclusão do processo é de três anos.
Professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Eduardo Marques acredita que a Vale deve adotar diversos métodos na recuperação das áreas e na destinação dos rejeitos das barragens descontinuadas. Em todas as alternativas, o material precisa passar por um processo de drenagem, a fim de reduzir o potencial de novos incidentes.
Um dos métodos é a retirada do rejeito por caminhões, que o levam até uma usina de beneficiamento. No local, o minério é separado e o material restante passa por um processo de drenagem. O resíduo forma, então, uma "pilha", que precisa ser acondicionada em local seco e ao abrigo da chuva.
"Em Minas Gerais, o período de chuva vai de novembro a março. O volume de pilha é muito grande e fica difícil encontrar um local para ser armazenado", explica Marques. Já a água pode ser descartada, após passar por um processo de filtragem.
Outra alternativa é drenar o rejeito, deixando o resíduo restante no local da barragem. Sobre o espaço, é aplicada uma camada, enquanto, na superfície, é possível fazer a recuperação vegetal. Nesse caso, é necessário monitorar a área, especialmente em relação à erosão.
Também é possível aproveitar o rejeito para a fabricação de materiais de construção, como tijolos e bloquetes. "Tem viabilidade, o problema é que o volume seria muito grande."
Segundo a Vale, as barragens que serão descomissionadas estão inativas e foram construídas pelo método de alteamento a montante, o mesmo das que romperam em Mariana e Brumadinho. A empresa estima custo de R$ 5 bilhões. "Todas as barragens da Vale apresentam laudos de estabilidade emitidos por empresas externas", diz em nota. "As operações nas unidades paralisadas serão retomadas à medida que forem concluídos os descomissionamentos."
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas determinou nesta quarta-feira, 30, que sejam descaracterizadas todas as barragens de contenção de rejeitos no Estado alteadas pelo método à montante, mesmo método das barragens 1 de Brumadinho e de Fundão, em Mariana. A Vale já havia anunciado na terça-feira, 29, decisão similar sobre as dez estruturas que pertencem à empresa.
A determinação foi publicada no Diário Oficial de Minas. No documento, o secretário Germano Luiz Gomes Vieira diz que tomou a decisão a partir da recomendação do governo federal sobre a necessidade de providências urgentes sobre a segurança de barragens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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