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Rope Jump

Criança sofreu acidente com equipe que arremessou jovem sem corda em ponte no interior de SP

Caso ocorreu três meses antes da morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas

Publicado em 06 de Julho de 2026 às 08:27

Agência FolhaPress

Publicado em 

06 jul 2026 às 08:27
Imagem mostra criança caída em um gramado sob a ponte do Esqueleto, local da morte de uma estudante de 21 anos que foi arremessada sem cordas durante a prática de "rope jump"
Imagem mostra criança caída em um gramado sob a ponte do Esqueleto, local da morte de uma estudante de 21 anos que foi arremessada sem cordas durante a prática de "rope jump" Reprodução TV Globo
Um menino de nove anos sofreu um acidente ao saltar de "rope jump" na ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, três meses antes da morte de uma jovem de 21 anos no mesmo local.
Imagens exibidas neste domingo (5) pelo Fantástico, da TV Globo, mostram que o garoto chegou a cair no chão. O impacto foi amortecido porque teria ocorrido quando o menino já estava fazendo o movimento pendular sob a ponte, sustentado pela corda. A vítima sofreu arranhões nos joelhos, segundo a reportagem.
O vídeo, segundo o Fantástico, mostra que os equipamentos utilizados pelo garoto eram da Entre Cordas, a mesma equipe que foi responsável pelo salto que resultou na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. No último dia 13, ela foi arremessada da ponte do Esqueleto para um salto de "rope jump" sem que estivesse presa a cordas.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou sob suspeita de homicídio qualificado com dolo eventual os três homens que a arremessaram.
O inquérito foi finalizado pela delegada Andréa Dantas Levy em 22 de junho. Agora, o procedimento será analisado pelo Ministério Público, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia criminal à Justiça.
Segundo o relatório do inquérito, "a ausência de fixação do equipamento essencial de segurança não se configura como mero acidente, mas como fator determinante que impossibilitou qualquer estratégia de autoproteção por parte da vítima".
O advogado Rafael Gomes dos Santos, que defende Maicon e Luis, disse lamentar o indiciamento com base no homicídio doloso qualificado. Segundo ele, o que houve foi uma tragédia sem explicação e que deve ser tratada como homicídio culposo (sem intenção) e simples.
A defesa de Vitor afirmou que discorda imputação de homicídio com dolo eventual atribuída a ele.

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