Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Brasil
  • Cresce para 45 o número de barragens que correm risco de se romper
Desastre ambiental

Cresce para 45 o número de barragens que correm risco de se romper

Relatório da Agência Nacional de Águas mostra que, em apenas um ano, quantidade de estruturas com problemas quase dobrou; tragédia da Samarco matou 19 pessoas em 2015

Publicado em 19 de Novembro de 2018 às 13:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 nov 2018 às 13:11
Varragem de rejeitos da Samarco, em Mariana (MG). Os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo foram varridos pela lama. Dezenove pessoas morreram Crédito: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
Em apenas um ano, o número de barragens brasileiras com algum problema grave na estrutura, o que gera risco de elas se romperem, saltou de 25 para 45. É o que mostra um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), que levantou dados de 2017, em comparação com 2016.
Este é o segundo relatório produzido pela ANA após o rompimento da barragem de Fundão , localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro da cidade de Mariana, em Minas Gerais, há três anos. Além de poluir o Rio Doce, o desastre ambiental matou 19 pessoas e destruiu Bento Rodrigues. A barragem de rejeitos de mineração era controlada pela empresa Samarco, um empreendimento da vale juntamente com uma organização anglo-autraliana.
De acordo com o relatório da ANA, das 45 barragens com problemas, mais da metade pertence a órgãos e entidades públicas. Seis delas, por exemplo, são do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional, que cuida de 327 barragens em todo o país.
O Dnocs afirma que faz vistorias periódicas em todas as barragens sob sua responsabilidade e que dispõe de quase R$ 330 milhões para manutenção, recuperação e modernização das estruturas.
No entanto, segundo a ANA, esse departamento tinha orçamento de R$ 5,7 milhões para ações em segurança de barragens – uma média de R$ 19 mil para cada uma das 327 barragens —, mas somente 24% foram usados no último ano. O valor é baixo, segundo a agência, que aplicou multas ao Dnocs e continua aguardando que as falhas sejam corrigidas.
A ANA destaca, ainda, que muitas barragens fiscalizadas por órgãos estaduais também têm vários problemas.
A Bahia tem o maior número de barragens com manutenção inadequada. Entre elas, há tanto empreendimentos públicos quanto privados.
Alagoas é o segundo estado com mais barragens com problemas. São seis, sendo que cinco já eram consideradas de risco no relatório de 2016.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O cachoeirense Domingos Cocco, irmão do compositor Raul Sampaio, publicou seu primeiro livro aos 95 anos
Irmão de compositor de 'Meu Pequeno Cachoeiro' publica primeiro livro aos 95 anos
Produção de café conilon é uma das principais atividades econômicas do Espírito Santo
Oito cidades do ES vão ganhar a Rota do Café Conilon
Influenciador Gabriel Ganley
Cardiomiopatia hipertrófica: entenda causa de morte de Gabriel Ganley

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados