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POR QUE VOTAR NELES?

Conheça o perfil dos candidatos do ES ao Senado e ao governo

As informações sobre a história e a trajetória política dos candidatos pode te ajudar a decidir ou confirmar o seu voto
Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 out 2018 às 00:19

Publicado em 07 de Outubro de 2018 às 00:19

Neste domingo (7), é dia de ir às urnas e para quem ainda está em dúvida sobre em quem votar ou deseja reforçar sua escolha, o jornal A GAZETA preparou uma série com perfis de todos os candidatos ao governo do Espírito Santo e ao Senado Federal, narrando suas trajetórias de vida e cargos políticos pelos quais já passaram. Além disso, cada concorrente dirá para você, eleitor, por que merece o seu voto.
Trata-se de duas esferas de poder diferentes. Eleito a cada quatro anos, o governador é o chefe do Poder Executivo estadual, tendo entre suas funções a tarefa de administrar as polícias e de ordenar as despesas do Estado, distribuindo recursos para as diferentes áreas, como saúde, segurança e educação, após aprovação da Assembleia Legislativa.
Já os senadores, integrantes do Legislativo, têm mandatos que duram oito anos. Eles têm a missão de representar o Estado em Brasília, atuando tanto na criação e na votação de projetos de lei quanto no julgamento de autoridades, como o presidente da República e ministros. Entre os exemplos recentes estão o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT), em 2016, e a votação da Reforma Trabalhista, em julho de 2017.
Outro papel fundamental é a captação de recursos, que serão destinados ao Estado. São as chamadas emendas parlamentares. Este ano, cada eleitor dará dois votos para o Senado mas têm que ser nomes diferentes, não pode repetir o candidato no segundo voto. Confira o que dizem os candidatos.
CANDIDATOS A SENADORES
Magno Malta (PR)
Em pronunciamento, senador Magno Malta Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado
Prestes a completar 61 anos no dia 16 de outubro, Magno Malta passou 25 deles na vida pública. Nascido em Macarani, na Bahia, o atual senador da República formou-se em Teologia em Recife, capital de Pernambuco, e é também pastor evangélico. No entanto, sua carreira política foi iniciada no Espírito Santo em 1993, quando elegeu-se vereador em Cachoeiro de Itapemirim. No ano seguinte foi eleito deputado estadual e, em 1999 chegou à Câmara Federal como deputado. Em 2002, Malta conquistou sua primeira cadeira no Senado, ficando conhecido por presidir a Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Pedofilia. Em 2007, o senador teve seu nome envolvido no chamado Escândalo dos Sanguessugas, no qual foi acusado de ter recebido propina para apresentar e liberar uma emenda parlamentar para a aquisição de ambulâncias. No entanto, a falta de provas o levou a ser absolvido pela Comissão de Ética do Senado e, em 2010, ele se reelegeu, ocupando o cargo até hoje.
Malta, que já passou por partidos como PTB, PL, MDB e PST, hoje é membro do PR e um dos braços fortes de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), tendo sido cotado, inclusive, para ser vice-presidente em sua chapa. No entanto, preferiu buscar a reeleição. Suas principais propostas são a redução da maioridade penal, a revisão do Estatuto do Desarmamento para liberação do porte de armas e a aprovação da prisão perpétua para crimes de corrupção, narcotráfico e violência contra crianças.
Estou nas mãos de Deus. Eu e Bolsonaro, há 6 anos, começamos juntos a luta para mudar o Brasil
Magno Malta (PR)
Ricardo Ferraço (PSDB)
Ricardo Ferraço teve o inquérito arquivado por ministro do STF no início de junho Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Ricardo Ferraço nasceu em 1963 em Cachoeiro de Itapemirim. Na cidade, que é também reduto político-eleitoral de seu pai, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), foi eleito vereador pela primeira vez em 1982. Desde então, passou por outras cadeiras no poder Legislativo, tendo sido deputado estadual por dois mandatos (de 1991 a 1999) e deputado federal (1999-2003) até ser eleito senador em 2010. Mas o tucano também atuou no poder Executivo, tanto no primeiro governo de Paulo Hartung (de 2003 a 2006) - quando foi secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca - quanto no segundo, quando se tornou vice-governador, além de secretário de Transportes e Obras Públicas.
Ferraço já passou por partidos como PTB, PPS e MDB. Hoje, aos 55 anos, é filiado ao PSDB e atua como titular nas comissões de Assuntos Econômicos, Ciência e Tecnologia, Serviços e Infraestrutura e Relações Exteriores do Senado. O tucano já foi alvo de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), após executivos da construtora Odebrecht terem afirmado que pagaram caixa 2 para a campanha de Ferraço em 2010 por meio do setor de operações estruturadas da empresa. No entanto, o processo foi arquivado pelo STF e pela Procuradoria Geral da República (PGR) por falta de provas.
Entre as principais propostas de Ricardo caso seja reeleito estão a redução da maioridade penal, projetos de redução do salário e dos benefícios de autoridades, criação do Estatuto das Vítimas (voltado para a garantia de direitos de vítimas de violência), proposição do fim dos terrenos de marinha e estímulo à inovação com isenções de impostos a pequenas empresas e startups.
Porque nunca me faltou, e não faltará, coragem e experiência para defender o Espírito Santo e os capixabas
Ricardo Ferraço (PSDB)
Fabiano Contarato (Rede)
Delegado Fabiano Contarato (Rede), candidato ao Senado, rebate, em vídeo, publicação enganosa que circula nas redes sociais Crédito: Reprodução/Internet
Natural de Nova Venécia, Fabiano Contarato, de 52 anos, é graduado em Direito e pós-graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal. Atualmente trabalha como corregedor geral do Estado e como professor da Universidade de Vila Velha. No entanto, passou a ser conhecido no Estado a partir de seu trabalho como delegado titular da Delegacia de Delitos de Trânsito, cargo que deixou em setembro de 2014. Nesse mesmo ano, seu nome foi lançado pelo PR - partido do senador Magno Malta - como candidato ao Senado, mas ele retirou o nome da disputa alegando motivos pessoais. De lá pra cá sua principal atuação foi a frente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), no qual exerceu a função de diretor geral até agosto de 2015, quando pediu para ser exonerado.
Atualmente na disputa pelo Rede, Contarato defende as reformas do Código Penal e do Código de Trânsito para acabar com a impunidade, bem como a criação de políticas de incentivo aos bons motoristas; prestação de assistência psicossocial para vítimas de violência no trânsito; punição mais severa para os crimes de feminicídio e violência doméstica; ampliação de políticas para os idosos; garantir recursos para investimentos em logística e para a conclusão de obras no Estado e defender a criação de um programa de incentivo ao primeiro emprego.
A sociedade quer mudança. Está cansada do mesmo com os mesmos resultados. Eu vou priorizar a reforma do Código Penal, Processo Penal, Código de Trânsito e combater a impunidade e os privilégios dos políticos
Fabiano Contarato (Rede)
Marcos do Val (PPS)
Marcos do Val é pré-candidato do PPS ao Senado Federal Crédito: Facebook/Marcos do Val
O instrutor de Segurança é natural de Vitória e iniciou sua carreira como militar do Exército, no 38º Batalhão, aos 19 anos. Em 2000, depois de desenvolver uma técnica voltada para policiais, foi convidado para atuar como instrutor da polícia americana e recebeu o título de membro de honra da Swat (uma unidade de polícia americana). Na sequência, também participou do treinamento da equipe antiterrorismo da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e deu aulas em países da Europa, como Itália, França e Portugal. Atualmente morando em Vitória, o instrutor de 37 anos é estreante no meio político e disputa a sua primeira eleição pelo PPS. Justamente por isso, vem com a proposta de renovar o Senado.
A principal bandeira levantada por Marcos do Val é a da segurança Pública. O capixaba defende a elaboração de leis mais rígidas, incluindo a redução da maioridade penal, e, se eleito, também pretende angariar mais investimentos para o setor. Do Val defende ainda a revisão do Estatuto do Desarmamento para que todos os cidadãos possam possuir armas de fogo, desde que passem por exames psicológicos e técnicos.
Estou aqui para trazer renovação e inovação para a política. Quero transformar o Espírito Santo no Estado com mais qualidade de vida do Brasil através de uma nova forma de fazer Segurança Pública
Marcos do Val (PPS)
Mauro Ribeiro (PCB)
Mauro Ribeiro, candidato do PCB ao governo do Estado - Editoria: Política Crédito: Carlos Alberto Silva - GZ
Natural de Vitória, Mauro Ribeiro tem 50 anos e é formado em Arquitetura e Urbanismo. Trabalha há 30 anos como servidor público, mas desde jovem milita na política. Há 35 anos ingressou na juventude do PCB e até hoje é filiado ao partido, atuando como secretário político e membro do comitê central. Apesar dos anos no partido, a primeira vez que entrou em uma disputa foi em 2014, quando concorreu ao cargo de governador do Estado, mas não se elegeu. Suas principais propostas para o Senado giram em torno dos direitos dos trabalhadores, a exemplo da revogação da Reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que cria um teto para o gasto público para áreas como Saúde e Educação, com objetivo de evitar que a despesa cresça mais que a inflação nos próximos 20 anos. É a favor também de uma reforma tributária e da taxação de grandes fortunas, além prometer levar ao Senado pautas em prol dos direitos das minorias, como mulheres, negros e homossexuais.
A minha candidatura visa pautar a libertação do povo brasileiro dos novos métodos de escravidão
Mauro Ribeiro (PCB)
Rogério Bernardo (PMB)
Rogério Bernardo (PMB) candidato ao senado Crédito: Divulgação
Rogério Bernardo nasceu em uma comunidade quilombola de Presidente Kennedy e, aos oito anos, foi adotado por uma família de pescadores do município de Marataízes, após a morte do pai. Na infância e adolescência, trabalhou em empregos informais, como vendedor de pamonha e churrasquinho, entre outros produtos. Já os 18 anos tornou-se servidor público municipal. Em 2005, ingressou na faculdade de Direito e hoje, com 40 anos, atua como advogado na Grande Vitória e em outras cidades. Antes de candidatar-se ao Senado, Rogério Bernardo elegeu-se vereador de Marataízes em 2012 pelo PSC. A mudança de partido ocorreu em 2016, quando filiou-se ao PMB. Membro da igreja Maranata há 20 anos, o advogado tem como principais pautas para o Senado alterar o Código Civil e o Código Penal para reduzir a idade de responsabilidade própria e, consequentemente, a maioridade penal para os 16 anos; acabar com a bi-tributação dos motoristas, extinguindo o pagamento de pedágios ou do IPVA, e captar recursos para a implantação de uma maternidade e uma delegacia da mulher em cada cidade, junto a um núcleo de apoio médico e psicológico.
A população clamou por um perfil novo, mas não basta ser novo, tem que ser preparado. Como advogado, tenho todos os conhecimentos técnicos para exercer o papel de Senador. Venho com essa bagagem de luta e superação
Rogério Bernardo (PMB)
Subtenente Assis (PSL)
Subtenente Assis é candidato a senador pelo PSL Crédito: Reprodução Facebook
Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Sérgio de Assis Lopes tem 41 anos e há 37 é morador de Cariacica. Além de bacharel em Direito, o candidato trabalha no Corpo de Bombeiros, sendo também o atual presidente da Associação de Bombeiros do Estado. Casado e pai de dois filhos, Assis é membro da igreja Presbiteriana e se opõe à questões como a legalização do aborto e o casamento homoafetivo em igrejas. Ele já foi candidato a deputado estadual em 2014 pelo PRB e a vereador em 2016 pelo PP, mas não se elegeu em ambas as ocasiões.
Entre as principais pautas defendidas pelo subtenente, que hoje é filiado ao mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), estão: a revisão do Estatuto do Desarmamento para que os cidadãos tenham acesso ao porte de armas; a reforma política; tornar a corrupção um crime hediondo; acabar com a progressão de regime para presos; reduzir a maioridade penal e buscar investimentos para micro e pequenas empresas.
O nosso país passa por uma crise em precedentes. Só Bolsonaro tem condições de mudar a realidade e vai precisar de senadores que caminhem junto com ele para que possamos devolver o Brasil ao povo brasileiro
Subtenente Assis (PSL)
Célia Tavares (PT)
Jackeline Rocha, candidata do PT ao governo do Estado, em campanha com Célia Tavares, que disputa o Senado Crédito: Assessoria Jackeline Rocha
Aos 53 anos, a professora Célia Tavares possui carreira na área da Educação. Natural de Conceição da Barra (de onde saiu aos seis anos de idade para morar em Nova Brasília, Cariacica) ela é formada em História e Filosofia e é mestre em Ciência Política. Além de ter participado de conselhos e fóruns ligados à área de Educação, Célia Tavares também já atuou como secretária desta pasta em Cariacica durante as duas gestões do então prefeito e hoje deputado federal Helder Salomão (PT), de 2005 a 2012. Em 2014 lançou-se como vice-governadora na chapa do ex-deputado estadual Roberto Carlos (PT), mas não se elegeu.
Além de ser contra propostas como a implantação do Escola Sem Partido (que visa impedir que professores manifestem opiniões políticas e ideológicas em sala de aula) e a redução da maioridade penal, a candidata defende a revogação da Reforma do Ensino Médio e da Emenda Constitucional 95, que cria um teto para o gasto público para áreas como Saúde e Educação, com objetivo de evitar que a despesa cresça mais que a inflação nos próximos 20 anos. Célia Tavares também pretende implantar leis para a garantia dos direitos trabalhistas e das mulheres e criar leis de incentivo à programas na área social.
Irei atuar no parlamento na defesa da justiça social e das liberdades individuais e coletivas, contribuindo para o avanço dos direitos das trabalhadoras(es) que estão sendo subtra Reforma Trabalhista; a Lei da Terceirização; a Emenda Constitucional 95/2016, também chamada de PEC do Fim do Mundo, que limita os investimentos na educação e saúde; e a Reforma do Ensino Médio.aídos por mandatários que desconsideram a importância da mulher como protagonista na sociedade e na política
Célia Tavares (PT)
Liu Katrini (Psol)
"Só o fato de ser do gênero feminino não significa que vai encampar a pauta das mulheres e a desconstrução do machismo. As mulheres precisam realmente encampar essa luta" Liu Katrini (PSOL), candidata a prefeita de Vila Velha Crédito: Divulgação / PSol
Com 35 anos, Liu Katrini é a candidata mais jovem a disputar uma cadeira no Senado nas eleições de 2018. Formada em Pedagogia, trabalha há 20 anos na Educação Infantil como funcionária efetiva dos municípios de Vitória e Vila Velha e já representou sua categoria nos conselhos municipais de Educação das duas cidades. Filiada ao Psol, Liu Katrini já concorreu ao cargo de prefeita de Vila Velha em 2016, mas não conseguiu se eleger no pleito.
No Senado, ela pretende revogar mudanças recentemente aprovadas, como a Reforma Trabalhista e a Emenda Constitucional 95 - que cria um teto para o gasto público para áreas como Saúde e Educação, com objetivo de evitar que a despesa cresça mais que a inflação nos próximos 20 anos -, além de tentar impedir a Reforma da Previdência. Liu Katrini também tem como proposta buscar mais recursos para a área da Educação e defender os direitos das minorias, como mulheres, negros e homossexuais no Senado.
A população capixaba deve votar em mim porque precisamos de renovação no Senado. Nossos representantes lá votaram a favor das reformas que tiraram direitos dos trabalhadores. No meu mandato, vou batalhar para revogar e barrar essas reformas. Além disso, sou professora e vou lutar por uma educação de qualidade para todos
Liu Katrini (Psol)
Helder Carnielli (PTB)
Helder Carnielli Crédito: Divulgação
O engenheiro agrônomo de 61 anos nascido em Afonso Cláudio é dono da empresa Ruralter: Planejamento e Consultoria Limitada, Já atuou na presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-ES) e da Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros Agrônomos, além de ter sido conselheiro da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Em 2010, Carnielli chegou a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSB, mas não se elegeu. Agora, como candidato ao Senado pelo PTB pretende implantar uma série de mudanças, como a reforma política, trabalhista, tributária, fiscal, da educação, da saúde e do judiciário (para acabar com privilégios da classe). Se eleito, Carnielli também tem como objetivo reduzir o número de deputados federais e de senadores que representam o Estado no Congresso, a fim de reduzir os gastos públicos. Ao propor a reforma fiscal sua meta é fazer com que os municípios passem a arrecadar mais dinheiro.
Para fazer as mudanças que o Brasil necessita. Precisamos de projetos, de estruturar o país
Helder Carnielli (PTB)
Ulisses Pincelli (Novo)
UIisses Pincelli Crédito: Youtube/Reprodução
Com 55 anos, o engenheiro, administrador e consultor empresarial Ulisses Pincelli é natural de São Paulo, mas há seis anos mudou-se para o Espírito Santo a trabalho e hoje mora em Vila Velha. Por mais de 20 anos trabalhou na indústria de eletroeletrônicos e também já atuou na indústria de motocicletas. Há 15 anos trabalha com empresas startups e como consultor para acelerar o crescimento de negócios. Esta é a primeira vez que Ulisses concorre a um cargo político. Para isso, em 2017 ele se filiou ao Partido Novo, que se recusa a utilizar o dinheiro dos fundos eleitoral e partidário em todas as suas campanhas. Como integrante do partido, chegou a fazer um curso preparatório para exercer o cargo de parlamentar. Entre suas propostas para o Senado está justamente a ideia de acabar com os fundos de financiamento de campanha, que são provenientes dos cofres da União. Também pretende desenvolver projetos que reduzam burocracias para incentivar as empresas, bem como a carga tributária, além de fazer com que os municípios recebam uma parcela maior dos impostos que são arrecadados.
Eu sou um cidadão comum, motivado, preparado, ético, que pode ajudar o Estado e o Brasil a entrar numa trilha de desenvolvimento, mantendo os preceitos de liberdade e democracia
Ulisses Pincelli (Novo)
CANDIDATOS A GOVERNADOR
RENATO CASAGRANDE (PSB)
Renato Casagrande (PSB) Crédito: Ricardo Medeiros
José Renato Casagrande, de 57 anos, nasceu em Castelo, no Sul do Espírito Santo e se formou em Engenharia Florestal na Universidade de Viçosa (MG). Foi deputado estadual de 1991 a 1994; vice-governador de 1995 a 1998 (governo Vitor Buaiz); deputado federal (2003 a 2006); senador (2007 a 2010) e governador do Espírito Santo de 2011 a 2014. Atualmente é presidente da Fundação João Mangabeira, do PSB. Também possui duas derrotas na disputa pelo governo: na primeira, em 1998, quando José Ignácio (PSDB) foi eleito, ficou em terceiro lugar. Já em 2014 ficou na segunda colocação, perdendo a chance de reeleição para o atual governador Paulo Hartung (MDB), o mesmo que o ajudou a se eleger em 2010. Ao longo de sua trajetória política já foi filiado ao PCdoB nos tempos de universidade, na qual ingressou em 1979. Em 1982 filiou-se ao PMDB e desde 1987 passou a integrar o PSB, partido no qual está até hoje.
Entre suas principais propostas para o governo na área da Saúde estão a consolidação das redes de atenção nas regiões, a ampliação do número de leitos em hospitais e a implantação de um serviço móvel de diagnóstico especializado, além de um serviço para idosos. Na Educação, o socialista pretende investir em capacitação de profissionais e promover concursos públicos. Já na Segurança a ideia é reativar programas criados em sua gestão, como o Estado Presente e a Patrulha da Comunidade, além de recriar as unidades de polícia especializadas Rotam e BME.
O sentido da minha candidatura é retomar o crescimento econômico, a geração de emprego e renda, o desenvolvimento regional, com equilíbrio fiscal e diálogo e oportunidades para todos os capixabas
Renato Casagrande (PSB)
ROSE DE FREITAS (Podemos)
Rose de Freitas (Podemos) Crédito: Ricardo Medeiros
Rose de Freitas é natural de Carantiga, Minas Gerais, e é formada em Comunicação Social. Foi radialista, professora e produtora rural. Seu primeiro mandato, como deputada estadual, foi de 1983 a 1987. Depois disso, exerceu a função de deputada federal de 1987 a 2015, assumindo seis mandatos consecutivos. Hoje, aos 69 anos, atua como senadora, cargo para o qual foi eleita em 2014. Embora seu mandato só termine em 2023, Rose decidiu encarar a disputa ao governo do Estado novamente este ano. A primeira vez havia sido em 1994, quando ficou em quarto lugar. Rose iniciou sua carreira política no MDB (1976-1979) e depois migrou para o PMDB (1980-1988), para o PSDB (1988-2003) e novamente para o PMDB (2003-2018). Este ano, entrou no Podemos, que acolheu sua candidatura.
Seu plano de governo inclui propostas como investimentos em atenção primária, cofinanciamento de municípios e promoção de consórcios públicos para tratamentos de alta e média complexidade na área da Saúde; valorização de professores, melhoria da infraestrutura escolar diálogo com escolas e comunidades na área da Educação, e investimentos em políticas públicas sociais para a juventude e fortalecimento das polícias no que diz respeito à Segurança.
Eu vou resolver os problemas da Saúde, estruturar a Educação para todos e acabar com a violência no Estado do Espírito Santo
Rose de Freitas (Podemos)
CARLOS MANATO (PSL)
Carlos Manato (PSL) Crédito: Ricardo Medeiros
Nascido em Alegre, no Sul do Estado, Carlos Manato, de 61 anos, é médico e sócio do Hospital Metropolitano, da Serra. Já exerceu quatro mandatos como deputado federal, ocupando uma vaga na Câmara de 2003 até hoje. De 1994 a 2000 foi filiado ao PSDB, passando depois para o PDT (2001-2013), o Solidariedade (2013-2018) e o PSL, no qual ingressou este ano. Manato assumiu o posto de candidato ao governo pelo partido no lugar do tenente-coronel da PM Carlos Alberto Foresti, que até o início de agosto deste ano era pré-candidato ao cargo. Desde então, tem se dedicado não apenas a divulgar sua candidatura, como também a de seu correligionário, o presidenciável Jair Bolsonaro.
Para a Saúde, o deputado pretende criar uma força-tarefa para atender a pacientes de urgência e emergência que necessitam de cirurgias e Comprar exames, como ressonância magnética e tomografia, por preços de tabela do SUS. Na área da Educação, o candidato dará continuidade ao projeto Escola Viva de ensino integral e avaliará a criação de escolas militarizadas, entre outras propostas. Já para a Segurança, seu objetivo é sancionar a lei de anistia para policiais militares e bombeiros, realizar concursos públicos e discutir a volta da Rotam e do BME.
Porque eu represento a mudança que o povo brasileiro e capixaba clama nas ruas, pois eu sou de Direita e sou Bolsonaro
Carlos Manato (PSL)
JACKELINE ROCHA (PT)
Candidata para o Governo pelo PT, Jackeline Oliveira Crédito: Divulgação
Aos 34 anos, Jackeline Rocha disputa sua primeira eleição este ano. Nascida em Colatina, ela é filiada ao PT desde 2004, além de ser empreendedora e estudante de administração. Durante cerca de um ano, em 2016, atuou como gerente de economia solidária e microcrédito da Secretaria Estadual de Desenvolvimento, no governo de Paulo Hartung (MDB). Seu nome foi escolhido para a disputa durante a convenção do PT, em agosto deste ano. Suas propostas na área da Saúde incluem a ampliação das equipes de Saúde da Família nos municípios e a implantação do programa federal “Melhor Casa” para atender pacientes em casa, além do retorno do programa “Mais Médicos”. Para a Educação, a petista pretende ampliar a oferta de ensino em tempo integral e criar programas de incentivo ao ingresso no ensino superior. Já para a Segurança, sua meta é criar políticas de inclusão social, aumentar o número de delegacias especializadas da mulher e núcleos de IML, além de fortalecer as polícias.
Governarei para e pelo povo. Desde o início de minha campanha, prezo por três principais pilares: o diálogo, a transparência e a participação popular. No nosso governo, você estará ciente do que o estado está fazendo para a melhoria de sua vida, para a melhoria da rotina de sua família
Jackeline Rocha (PT)
ARIDELMO TEIXEIRA (PTB)
Aridelmo Teixeira (PTB) Crédito: Ricardo Medeiros
Aos 54 anos, Aridelmo Teixeira disputa sua primeira eleição em 2018. Doutor em Controladoria e Contabilidade, o professor é cofundador da Fucape Business School e ex-presidente da ONG Espírito Santo em Ação. No governo de Paulo de Hartung, auxiliou no processo de implantação do projeto de ensino em tempo integral Escola Viva, que foi criado em Pernambuco e adaptado no Espírito Santo. Pouco antes de se lançar no pleito, Aridelmo chegou a ser anunciado como novo secretário de Educação do Estado. No entanto, o titular da pasta, Haroldo Rocha, reassumiu o posto. Educação é a área prioritária para Aridelmo, que pretende expandir o Escola Viva, entre outras propostas. Na área da Saúde, algumas de suas metas são a criação de quatro hospitais de referência para o idoso, melhoria da rede básica nos municípios e construção do Hospital Geral de Cariacica. Já na Segurança, ele pretende modernizar as polícias e intensificar ações de inteligência e operações para apreensão de armas e munições.
Quero tornar o Espírito Santo o melhor ambiente de negócios e investimento do Brasil. Também transformar o Estado em referência em Educação. Chegou o momento em que precisamos assumir a responsabilidade de governar, estou preparado
Aridelmo Teixeira (PTB)
ANDRÉ MOREIRA (Psol)
André Moreira (PSOL) Crédito: Ricardo Medeiros
O advogado de 45 anos é natural de Vitória e disputa sua terceira eleição no Estado. Ele já foi candidato ao Senado em 2014 e à Prefeitura da Capital em 2016 pelo Psol. Também foi membro do Conselho de Direitos Humanos do Espírito Santo, como representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) e presidente do Conselho da Criança e do Adolescente do Estado. Para a Saúde, André pretende construir hospitais regionais, trabalhar para a recomposição salarial dos servidores do SUS e na redução do número de judicializações e internações compulsórias. Para a Educação, suas metas são destinar 30% do orçamento do Estado para a área, valorizar os profissionais e acabar com a terceirização da merenda. Já para a Segurança, ele pretende construir o Sistema Único de Segurança Pública no Estado e investir na valorização e qualificação do policiamento preventivo e ostensivo, entre outras propostas.
Nossa proposta atende às demandas da maioria dos capixabas, sobretudo dos mais pobres. Vamos construir uma sociedade mais justa e igualitária
André Moreira (Psol)
 

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