A Polícia Civil de Goiás, junto a outros órgãos, realizou uma operação após receber denúncias de tortura e maus-tratos de uma clínica contra os pacientes. Após as investigações, as atividades da instituição foram encerradas. Ao todo, setenta e cinco homens eram internos no espaço, e seis deles eram menores de idade. A maioria dos pacientes era formada por dependentes químicos e havia pessoas com problemas mentais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Antônio André Santos Júnior, os homens eram espancados e tinham de beber água não tratada, retirada de um córrego próximo. Devido ao consumo da água, era comum que sofressem com diarreia e vômitos. O valor mensal pago a clínica era de R$1.300 a R$1.400 por mês, segundo o delegado, e as famílias das vítimas não tinham acesso direto ao que ocorria dentro da clínica. O nome da clínica não foi divulgada pela polícia.
Durante a operação, um paciente com esquizofrenia teve um surto e foi atendido pelo SAMU. Quando os policiais chegaram, encontraram um outro paciente sentado em uma piscina suja. Ele alegou "estar de castigo". O responsável pela clínica não estava presente no local, mas o delegado disse que a polícia já sabe sua identidade, e que acredita que o mandado de prisão deva ser expedido logo. Nenhum funcionário foi preso. Todos os internos foram encaminhados aos seus responsáveis legais e a clínica foi lacrada.