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Cinco anos depois, inicia júri de réus do assassinato do menino Bernardo

O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem pelos crimes de homicídio qualificado

Publicado em 11 de Março de 2019 às 12:42

Publicado em 

11 mar 2019 às 12:42
Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado Crédito: Divulgação
O júri dos quatro réus acusados pelo assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini, aos 11 anos, em Três Passos, no interior do Rio Grande do Sul, inicia nesta segunda-feira (11). O julgamento ocorre cinco anos depois do crime. Bernardo foi morto em abril de 2014.
A previsão é que o julgamento dure uma semana. O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsificação ideológica.
Como se trata de um homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar, sete jurados fazem parte do conselho de sentença. Os jurados serão sorteados, entre 25 pessoas, no início do julgamento. Os jurados assistem ao julgamento e depois ficam reunidos na "sala secreta", onde decidem a sentença. Eles responderão a diversas perguntas com "sim" e "não".
Em 2015, quando os réus foram ouvidos pela primeira vez, Bernardo recebeu homenagens na cidade, com cartazes e distribuição de santinhos. A comunidade também protestou com carro de som que ampliava áudios de Bernardo pedindo socorro. Os áudios foram gravados pelo próprio pai e recuperados do seu celular. Para o julgamento, uma liminar proibiu o uso de caminhão e caixas de som.
Na audiência anterior, o médico negou envolvimento com o crime e disse que filmava o garoto para provar sua agressividade. Ele também respondeu perguntas sobre sua ausência na primeira comunhão do garoto (ele era coroinha da igreja) e sobre por que o menino era proibido de entrar em casa.
Testemunhas relatam que o menino não podia entrar em casa, precisava fazer refeições em outras casas e chegou a procurar o Fórum em busca de ajuda.Sobre a receita do medicamento Midazolam, Boldrini afirmou que sua secretária, Andressa Wagner, tinha acesso ao receituário e que, algumas vezes, ele assinava receitas em branco para casos específicos solicitados por ela. O medicamento foi usado para matar Bernardo.
O julgamento contará com o depoimento de dezoito testemunhas, cinco de acusação, nove de defesa de Leandro e quatro de defesa de Graciele. Depois, inicia o interrogatório dos réus. Acusação e defesa terão duas horas e meia cada para o debate posterior e duas horas para réplica e tréplica. 

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