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Eleições

Chapa de Bolsonaro negocia com partido acusado de vender apoio em 2014

PROS divulgou na semana passada propostas para fechar acordo com presidenciáveis

Publicado em 25 de Julho de 2018 às 21:48

Publicado em 

25 jul 2018 às 21:48
Jair Messias Bolsonaro Crédito: Reprodução | Instagram
Um dos coordenadores da campanha do deputado Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), realiza negociações para tentar atrair para a chapa do presidenciável um partido acusado de vender apoio político nas eleições de 2014 a Dilma Rousseff. Onyx se reuniu pessoalmente com Eurípedes Júnior, presidente nacional do PROS, para prosseguir com o acordo.
Eurípedes foi acusado na delação da Odebrecht de ter recebido R$ 7 milhões para o PROS, por meio de caixa dois, em troca do apoio a Dilma. O PROS nega e afirma que todas as doações "foram devidamente declaradas para a Justiça Eleitoral".
"Até o momento, o diálogo ocorreu com o pré-candidato Henrique Meirelles do MDB; com o senador Alvaro Dias e a presidente do PODEMOS, Renata Abreu; Com a presidente e o vice-presidente do PT, Gleisi Hoffmann e Márcio Macêdo e com o coordenador do plano de governo da sigla, Fernando Haddad; Laís Garcia e Pedro Ivo, porta-vozes nacionais da REDE de Marina Silva; Carlos Lupi, presidente nacional do PDT e Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB", afirmou a nota divulgada pelo PROS.
Presidente do PSL de São Paulo, o deputado Major Olímpio confirmou que Onyx vem fazendo conversas foras do PSL que podem levar, inclusive, à indicação de um nome para a vice fora do partido de Bolsonaro.
"O Onyx sabe o limite de onde pode chegar, onde é exequível. Ele é aquela pessoa que tem essa capacidade, esse trânsito nos partidos para fazer isso", afirmou Major Olímpio, confirmando que o PROS é um dos que estaria em negociação.
A reportagem não conseguiu contato com a Onyx.
Bolsonaro tenta encontrar um vice para sua chapa e alianças que aumentem o seu tempo de TV. A primeira tentativa, com o PR de Valdemar Costa Neto, fracassou após a recusa do senador Magno Malta (ES) em ocupar o posto de vice e também pela divergência sobre alianças para eleições proporcionais em São Paulo e Rio.
O presidenciável foi refutado pelo nanico PRP, o que inviabilizou a indicação do General Heleno como seu seu companheiro de chapa. A negociação com Janaina Paschoal, filiada ao PSL, tem encontrado entraves no campo programático porque ela é contra a redução da maioridade penal e a favor de cotas raciais, posições divergentes da de Bolsonaro.

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