Enquanto o bloco de partidos governistas segue indefinido sobre qual nome indicar para substituir Paulo Hartung (MDB) na chapa ao governo do Estado, os pré-candidatos Renato Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (Podemos) saem na frente na tentativa de aproximação com o senador Magno Malta (PR), marcando presença inclusive em eventos do público evangélico, ligado ao senador.
Neste sábado (14), os dois participaram da assembleia geral da Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo (Cadeeso), em Vila Velha, evento que reuniu centenas de pastores de todo o Estado e que oficializou o apoio da denominação evangélica à candidatura de Magno ao Senado. Nele, Rose e Casagrande também tiveram a oportunidade de discursar para os líderes religiosos.
Magno afirma já ter conversado com Casagrande nos últimos dias, e ter uma reunião marcada com Rose para este domingo (15). Enquanto isso, o bloco de 10 legendas da base de apoio de Paulo Hartung (MDB) designou ao senador Ricardo Ferraço (PSDB) a tarefa de fazer o mesmo em nome do grupo, em busca de uma costura que teria o tucano disputando o governo e Magno e Amaro Neto (PRB), o Senado. O diálogo, segundo o senador do PR, ainda não aconteceu. Procurado pela reportagem ontem, Ferraço não retornou.
Articulação
Ao mesmo tempo que Magno diz estar ouvindo todo mundo, reforça que não abre mão de fazer palanque para Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à Presidência. Esse arranjo, que leva em conta a posição nacional dos partidos, podem tornar os palanques locais uma anomalia, destaca o senador.
Minha prioridade é Bolsonaro. Ricardo é Geraldo Alckmin (PSDB), o PSB deve ficar com Ciro Gomes (PDT). Temos que falar com todo mundo e achar um desenho, declarou o senador.
Casagrande avalia como boas as tratativas que tem tido com Magno, mas para tê-lo em sua chapa enfrenta dois obstáculos: o fato de o PSB já contar com duas pré-candidaturas ao Senado, do deputado estadual Sergio Majeski e do consultor de segurança Marcos do Val, e da grande possibilidade de o PSB nacional decidir apoiar Ciro.
Nada fechado ainda. Essas coisas da política são interessantes, porque você conversa, conversa, e define tudo na última hora. Tudo o que formos fazer tem que envolver o debate com Majeski e Marcos do Val. A orientação é que eles continuem trabalhando para se fortalecerem e se viabilizarem, neste ambiente que tem candidaturas mais amadurecidas como as de Magno, Ricardo e Amaro, disse Casagrande.
Já Rose, do partido do presidenciável Alvaro Dias, pontua que a questão nacional não é um impedimento, já que há acordos também pensando no 2º turno. Não é que estou tentando atrair Magno. O diálogo está aberto, pois a saída de Hartung mexeu com as forças e possibilidades de alianças.