ASSINE

Bruno Covas sai da UTI, mas permanece em observação

O prefeito de São Paulo segue sem previsão de alta, mas teve uma "noite bem dormida", segundo o infectologista David Uip

Publicado em 04/05/2021 às 15h15
O candidato a Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas, e o Governador de São Paulo, João Dória, durante coletiva no comitê de campanha após a confirmação oficial da ida do candidato para o segundo turno da eleição, na cidade de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Crédito: Alex Falcão/Futura Press/Folhapress

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo, nesta terça-feira, 4, e deve ir nas próximas horas para um quarto de atenção semi-intensiva. Ele segue sem previsão de alta, mas teve uma "noite bem dormida", segundo o infectologista David Uip, um dos médicos que acompanha o prefeito, em entrevista coletiva realizada no período da tarde

O oncologista Artur Katz, que também acompanha Covas, disse que a hemorragia descoberta no prefeito na segunda-feira, que o levou à UTI, foi um evento pontual, que poderia ocorrer em casos como o do prefeito, mas que foi superada. "Trata-se de uma intercorrência", que foi "enfrentada com sucesso." "O objetivo agora é colocar o prefeito em suas condições ideias de saúde para que a gente possa futuramente avaliar uma decisão do ponto de vista oncológico", afirmou.

O encaminhamento para a unidade semi-intensiva é uma medida de praxe para pacientes crônicos que tiveram de passar pela UTI, segundo a equipe médica. O quarto semi-intensivo mantém equipamento de monitoramento constante dos pacientes.

Covas trata um câncer metastático no sistema digestivo que já atingiu os ossos. O sangramento interrompeu o procedimento combinado de sessões de quimioterapia e imunoterapia que estava marcado para o começo desta semana.

Na segunda-feira, devido a um quadro de anemia, Covas, foi encaminhado para realização de uma endoscopia. No procedimento, ele foi sedado e intubado.

No exame, os médicos detectaram uma hemorragia, que foi estancada. Por precaução, após o procedimento, ele foi levado à UTI, para recuperação.

Na UTI, ele recebeu bolsas de sangue como parte do tratamento.

O oncologista Tulio Pfiffer, que também faz parte da equipe, destacou que a interrupção temporária do tratamento não deve "ter consequências de médio e longo prazo" para o tratamento.

Os médicos, entretanto, afirmaram que "é cedo" para afirmar se essa intercorrência pode fazer com que o prefeito demore mais de 30 dias para retornar à Prefeitura. Covas se licenciou do cargo no último domingo, inicialmente com previsão de ficar um mês fora.

Brasil Brasil Brasil Saúde São Paulo (SP) bruno covas câncer

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.