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Após lama invadir local

Brumadinho: hóspedes e empregados de pousada desaparecem

A pousada era de propriedade do empresário Marcio Mascarenhas, criador da rede de ensino de idiomas NumberOne

Publicado em 26 de Janeiro de 2019 às 15:06

Publicado em 

26 jan 2019 às 15:06
Crédito: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS
O cenário era paradisíaco. Em meio às belíssimas montanhas de Brumadinho, a pousada Nova Estância Inn era um refúgio com gastronomia requintada.
No final de semana, o local recebia casais que aproveitam a vista privilegiada da mata atlântica. O cantor Caetano Veloso foi um dos hóspedes.
Na tarde desta sexta (25), tudo foi destruído após o rompimento da barragem da mineradora na cidade. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, 38 pessoas entre funcionários e visitantes estavam na pousada, localizada a menos de 500 metros da barragem.
"Os funcionários são inesquecíveis para a gente. O rapaz que vinha com a chave do quarto e a bandeja de chocolate assim que a gente chegava da rua. A senhora do café da manhã. O garçom que sabia indicar o que Inhotim tinha de melhor. O casal de proprietários. E hoje todas essas pessoas foram assassinadas", disse uma antiga hospede nas redes social. Ela desconhecia que a barragem ficava tão próxima da pousada.
"Na época, não fazíamos ideia disso, do risco. Dava para saber que a mineradora da Vale estava nas redondezas pelos caminhões que encontrávamos pelo caminho e pela informação de que era a preferida de executivos da empresa [e também de vários artistas]. Na pousada, olhando ao redor, apenas a calmaria da vegetação verdinha. Hoje, ela também foi morta", lamentou.
A pousada era de propriedade do empresário Marcio Mascarenhas, criador da rede de ensino de idiomas NumberOne.
A Associação Brasileira de Franchising confirmou a morte de Mascarenhas, da esposa dele e do filho do casal. Os três estavam na pousada.
Ele se afastou há dois anos da escola para comandar a pousada.
O rompimento da barragem liberou 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que entraram no rio Paraopeba. A estimativa é a de que esse volume represente um quarto do que foi liberado no acidente com a barragem de Fundão, em Mariana, que pertencia à Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton.
Ao menos nove pessoas morreram e mais de 300 estão desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. O número, no entanto, pode ser maior. Na manhã deste sábado (26), a Vale divulgou uma lista com o nome de 412 desaparecidos.

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