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Brasileira morta na Argentina usou cocaína, maconha e drogas sintéticas

Emmily Rodrigues, 26, morreu após cair do 6° andar de um prédio em Buenos Aires; segundo exames toxicológicos, a brasileira teria usado drogas no dia do acidente

Publicado em 11 de Maio de 2023 às 08:00

Agência FolhaPress

Publicado em 

11 mai 2023 às 08:00
Emmily Rodrigues, 26, morreu na manhã da última quinta (30) após cair do 6º andar de um prédio no bairro Retiro, em Buenos Aires, na Argentina.
Emmily Rodrigues, 26, morreu após cair do 6º andar de um prédio no bairro Retiro, em Buenos Aires, na Argentina. Crédito: Reprodução/Redes Sociais
Um exame toxicológico confirmou que a brasileira Emmily Rodrigues, 26, consumiu álcool, cocaína, maconha e outras drogas sintéticas antes de cair do sexto andar de um prédio de Buenos Aires, na Argentina, no dia 30 de março.
A informação foi publicada pela agência de notícias estatal Télam e confirmada à reportagem pelo advogado que representa a família da jovem, Ignacio Trimarco. Segundo ele, o relatório é preliminar, e um parecer mais completo ainda detalhará a quantidade de cada substância presente no corpo.
Segundo a Telám, que teve acesso ao documento do Laboratório de Toxicologia e Química Legal, o sangue da modelo tinha um grama de álcool e vestígios de cocaína -assim como as narinas. Na análise da bile (secreção produzida pelo fígado), foram achadas cocaína e ketamina.
Conhecida como special K ou key, essa última substância é um anestésico e analgésico, que é ministrado pela medicina em quadros de depressão resistente, por exemplo, mas vem sendo usado como droga recreativa.
Na urina de Emmily, havia ainda concentrações de maconha, cocaína, ketamina e MDMA.
O exame corrobora os depoimentos das testemunhas e do principal suspeito, o empresário e dono do apartamento Francisco Sáenz Valiente, 52, de que Emmily consumiu drogas antes de cair. Ele afirma que ela teve um surto psicótico e se jogou, versão que é contestada pela família.
Segundo o advogado Trimarco, o resultado toxicológico apenas confirma uma das acusações do Ministério Público: a de que Valiente teria fornecido drogas à jovem. "São duas acusações distintas, uma de fornecimento de drogas e outra de feminicídio. O exame corrobora a primeira acusação", diz ele.
O empresário ficou detido preventivamente por cerca de 20 dias após a morte, mas foi solto no mês passado porque a Justiça concluiu que não havia indícios suficientes para a manutenção da prisão.
Ele não pode sair do país, tem que se apresentar à Justiça a cada 15 dias e está proibido de se comunicar com testemunhas ou os pais da jovem. A reportagem tentou entrar em contato com seu advogado, Rafael Cúneo Libarona, pelo telefone de seu escritório, mas ele não retornou a ligação.
Ainda há mais dúvidas do que respostas sobre o caso, que corre sob sigilo. Sabe-se que, na noite anterior, Emmily foi a um restaurante, a um bar e depois seguiu com duas amigas brasileiras por volta das 3h para o apartamento de Valiente, que estava com uma quarta amiga brasileira, no bairro do Retiro.
O empresário afirma que, por volta das 9h, após duas delas irem embora, a jovem teve um surto psicótico causado pelo consumo de drogas e se jogou da janela. Ele, a amiga que continuou no apartamento e os vizinhos chegaram a ligar para a emergência enquanto ela ainda gritava. Mas quando eles chegaram ela já havia caído, nua, no vão do edifício.
Segundo a Telám, os exames periciais concluíram que não havia sêmen no corpo de Emmily, o que coincide com o relato do suspeito de que não manteve relações sexuais com ela naquela noite. Ele também afirmou aos investigadores que não foi uma festa sexual.
De acordo com amigas de Emmily, a brasileira se mudou de Salvador para Buenos Aires há cerca de quatro anos, depois que conheceu um ex-namorado argentino, e chegou a cursar três semestres de medicina na nova cidade, mas parou.
Em seguida, trabalhou em uma agência de turismo e fez cursos de estética. Recentemente, atuava como modelo fotográfica e em eventos privados e tinha planos de investir um dinheiro guardado em uma clínica de estética para mulheres e homens.
Também namorava um outro argentino recentemente, que até agora não veio a público. Morava sozinha com sua cachorrinha Chanel num apartamento no bairro de Caballito, a 7 km de onde morreu.
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