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Bahia

Após inundação, cidade baiana vai entrar em estado de emergência

Em Coronel João Sá, 350 famílias estão desalojadas

Publicado em 11 de Julho de 2019 às 23:38

Publicado em 

11 jul 2019 às 23:38
Duas rachaduras na Barragem do Quati, no curso do Rio do Peixe, no povoado de Pedro Alexandre, na divisa da Bahia com Sergipe, estão causando inundações de áreas e bairros do município de Coronel João Sá, a 30 km da barragem. Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Paulo Afonso

A prefeitura de Coronel João Sá, município no nordeste da Bahia próximo à divisa com Sergipe, vai decretar estado de emergência por causa da inundação ocorrida na região depois que o Rio dos Peixes transbordou, provocando o rompimento parcial da Barragem de Quati.

A informação é do coordenador local da Defesa Civil, Diego Santos. Segundo ele, não há vítimas fatais. “Conseguimos tirar as pessoas das casas que poderiam ser atingidas quando percebemos que a água na barragem iria transbordar”, afirmou à Agência Brasil.

Segundo ele, o trabalho de retirada das famílias começou às 9h da manhã. O transbordamento, que provocou posteriormente duas rachaduras na barragem, ocorreu por volta das 11h. Ele declarou à Agência Brasil que a barragem está “parcialmente destruída”, mas parou de escoar grande volume de água. Ainda chove na região.

Por causa da inundação, 350 famílias estão desalojadas e foram acolhidas em casas de parentes, amigos e em três escolas do município.

Além de Coronel João Sá, a BR-235 na altura do povoado de Pedro Alexandre (BA) e de Poço Redondo (SE) foi atingida pelas águas e está coberta de lama.

Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro declarou que “o governo está à disposição dos prefeitos para qualquer providência que por ventura seja necessária”.

De acordo com nota do Ministério do Desenvolvimento Regional, equipes de monitoramento e operações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) monitora a situação da enxurrada em contato permanente com as defesas civis estadual e municipal, “para averiguar a necessidade de auxílio complementar por parte do Governo Federal”.

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