Adiar eleição é um 'risco institucional muito grande', afirma Maia

Para o presidente da Câmara, o importante é focar nas medidas atuais de combate ao novo coronavírus e planejar o período pós-crise. "Vamos cuidar dos dois (próximos) meses, vamos garantir previsibilidade", defendeu

Publicado em 27/03/2020 às 15h22
Atualizado em 27/03/2020 às 15h22
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira (27) que adiar as eleições municipais previstas para outubro deste ano não é uma questão simples ante a crise provocada pelo novo coronavírus. Segundo ele, haveria um "risco institucional muito grande" em adiar o pleito.

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"Quem assumiria nas prefeituras seriam juízes, não os prefeitos", afirmou. Maia destacou que a população "vota por quatro anos e não por seis anos". "Isso precisa ser respeitado, no meu ponto de vista", disse.

Para o presidente da Câmara, o importante é focar nas medidas atuais de combate ao novo coronavírus e planejar o período pós-crise. "Vamos cuidar dos dois (próximos) meses, vamos garantir previsibilidade, vamos montar um planejamento para depois desse momento mais agudo para que a gente consiga colocar dinheiro para o setor produtivo voltar a produzir", defendeu.

Segundo Maia, uma vez que ocorra a injeção de dinheiro público e a liberação da população aos poucos do estado de isolamento, será possível retomar a economia e pensar nas eleições. "Acho que a gente passa a ter as condições (depois da retomada) de em um prazo de 30, 40 dias realizar as eleições", complementou o parlamentar.

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