Publicado em 8 de março de 2026 às 13:30
Em 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data que marca a luta das mulheres por direitos e igualdade. Ao completar 51 anos, a celebração, reconhecida pela Organização das Nações Unidas em 1975, representa uma mobilização necessária por equidade. >
No ambiente escolar, o debate sobre a trajetória e os desafios da mulher ganha espaço como ferramenta de formação crítica e ampliação de repertório, fortalecendo argumentos mais contextualizados e conscientes sobre as relações de gênero na sociedade. >
Para Sandra Oliveira, diretora do Colégio Anglo Morumbi e do Colégio SER, parceiros do programa de educação socioemocional Líder em Mim, da SOMOS Educação, a data também é um convite à reflexão sobre o papel transformador da educação. >
Ela destaca a inspiração de mulheres como Malala Yousafzai, Luiza Trajano e Nísia Floresta, que, em diferentes contextos , ampliaram caminhos para outras mulheres. “Embora as mulheres representem cerca de 80% dos docentes da educação básica no Brasil, ainda são minoria nos cargos estratégicos. Precisamos formar meninas e meninos para liderar com competência, caráter e humanidade”, afirma. >
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Segundo ela, investir em uma formação acadêmica, tecnológica e socioemocional é construir pontes entre gerações e fortalecer o protagonismo feminino desde a infância, porque educar meninas é formar líderes — e liderar com propósito é transformar o mundo. >
O debate sobre a trajetória e os desafios das mulheres tem importante espaço nas salas de aula. Para Heloísa Guimarães Pereira, analista de conteúdo pedagógico da plataforma Redação Nota 1000, o tema vai além de estratégia para redações. >
“Ao estudar movimentos em defesa dos direitos das mulheres, o aluno passa a compreender com mais profundidade a complexidade histórica e social das relações de gênero na atualidade. Esse diálogo interdisciplinar contribui para argumentos mais sólidos e contextualizados”, afirma. >
A reflexão também envolve o resgate de mulheres historicamente silenciadas. Para Mirtes Timpanaro, coordenadora de História do Colégio Rio Branco, é essencial dar visibilidade a essas trajetórias. “Mesmo pouco mencionadas e esquecidas propositalmente, suas vozes poderosas chegaram até nós, nos alertando da obrigação de fazê-las reverberar”, destaca, reforçando que suas conquistas seguem presentes e inspiram novas gerações. >
Com o intuito de homenagear mulheres que deixaram seu legado na história, confira 9 mulheres de destaque em diversas áreas e que transformaram os rumos da sociedade! >
Bióloga e professora, foi uma das principais lideranças do movimento sufragista no Brasil. Sua atuação foi decisiva para a conquista do voto feminino em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. “Em um contexto em que as mulheres não tinham direito ao voto, Bertha mobilizou e estruturou o movimento sufragista brasileiro, contribuindo diretamente para essa conquista histórica ”, destaca Ana Paula Aguiar, autora de História, Filosofia e Sociologia do Sistema de Ensino pH. >
Médica psiquiatra brasileira reconhecida internacionalmente, revolucionou o tratamento psiquiátrico ao criticar métodos agressivos e introduzir a arte como ferramenta terapêutica. >
Sua trajetória resultou na criação da Lei Maria da Penha, considerada um marco na proteção dos direitos das mulheres no Brasil. “Ela mostrou a negligência do Estado, e ela é uma das peças fundamentais para promover a equidade e ampliar as referências dentro e fora da escola”, ressalta Margarete Xavier, autora de Redação e português do Fibonacci Sistema de Ensino. >
Primeira pessoa a conquistar dois Prêmios Nobel em áreas distintas, Física e Química, Marie Curie tornou-se referência mundial nas pesquisas sobre radioatividade e símbolo da presença feminina na ciência. “Histórias como a de Marie Curie são essenciais para os estudantes de hoje. As mulheres ainda enfrentam diversas barreiras em muitas profissões”, afirma Ciara McCombe, professora do The British College of Brazil. >
Letícia Biral de Faria, da FourC Bilingual Academy, ressalta que dar visibilidade a cientistas mulheres é reconhecer contribuições historicamente minimizadas. Já Helena Maria Hoeschl Gonçalves, da Eduall, destaca que apresentar essas trajetórias em diferentes formatos ajuda a despertar o interesse dos jovens e ampliar o repertório científico. >
Pesquisadora brasileira que estuda lesões medulares e desenvolveu um medicamento voltado à recuperação de pacientes com comprometimento motor. “Reconhecer pesquisadoras brasileiras contemporâneas é mostrar que o protagonismo feminino na ciência é presente e contínuo”, reforça Emily Cassiana Santolin, assessora pedagógica da Mind Makers. >
Autora do livro “Quarto de Despejo”, obra traduzida para 13 idiomas, retratou a realidade das favelas brasileiras e tornou-se símbolo de resistência feminina e negra. “Quando um clássico é apresentado em linguagem mais visual, ampliamos as portas de entrada para a leitura”, afirma Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação. >
Pianista e compositora, foi fundamental para a consolidação do choro e da marcha carnavalesca no Brasil. Sua obra, “Ó Abre Alas”, é considerada a primeira marcha de Carnaval do país e um marco da cultura popular brasileira. >
“Não basta às mulheres permanecerem nas entrelinhas da narrativa histórica. Muitas foram reduzidas à condição de ‘esposas’ ou ‘companheiras’, quando, na verdade, protagonizaram episódios relevantes da história nacional”, afirma Larissa Azevedo Souza, professora de História do Anglo Alante Chácara Santo Antônio, ao destacar a importância de reconhecer trajetórias como a de Chiquinha Gonzaga. >
Uma das principais representantes do Modernismo no Brasil, ajudou a construir uma identidade estética nacional, valorizando temas e paisagens brasileiras. “Ela foi decisiva para consolidar uma arte conectada à cultura e às transformações sociais do país”, aponta Ariadne Castilho Catanzaro, coordenadora do ensino bilíngue do Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School. >
Filósofa e matemática, organizou e sistematizou conhecimentos científicos na Antiguidade. “Celebrar essas trajetórias é reconhecer que mulheres sempre estiveram no centro da matemática”, afirma Tainara Dias, executiva de Negócios Acadêmicos da CASIO Educação. >
Por Patrícia Buzaid >
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