O candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro , disse nesta quarta-feira (17) que está "com a mão na faixa" presidencial. Após visita à sede da Polícia Federal , na Zona Portuária do Rio, o militar ainda afirmou que seu adversário, Fernando Haddad (PT), não conseguirá alcançá-lo em números de votos até 28 de outubro, data do segundo turno.
"Nós estamos com uma mão na faixa. Ele não vai tirar 18 milhões de votos daqui a dois domingos", disse Bolsonaro.
Antes de ir à PF, o candidato esteve na Arquidiocese do Rio e assumiu um compromisso pela liberdade das religiões e defesa da família. Ele se encontrou nesta quarta-feira com o cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, e reafirmou bandeiras de sua campanha, como a contrariedade à legalização do aborto e das drogas. O capitão da reserva do exército já tem o apoio de líderes evangélicos.
O encontro de cerca de meia-hora ocorreu na Arquidiocese do Rio, na Glória, Zona Sul da cidade. No saguão do prédio, três apoiadoras fizeram sinais de armas diante da imagem de Jesus Cristo.
"Assinamos um compromisso pela família, em defesa da inocência da crianças na sala de aula, em defesa da liberdades das religiões, contrário ao aborto, contrário a legalização das drogas. Ou seja, um compromisso que está no coração de todos os brasileiros de bem", disse Bolsonaro.
O candidato disse ainda que o país não quer "mais flertar com o desconhecido".
"ão queremos mais flertar com o desconhecido ou com aquilo que não deu certo no Brasil e no mundo. Então esse compromisso, mesmo estando em papel, já estava em nossos corações de amo"
A maioria dos profissionais de imprensa não pode subir. Questionado por uma repórter francesa por que não vai ao debate, Bolsonaro não respondeu. O candidato estava acompanhado do presidente do PSL, Gustavo Bebianno, do filho e senador eleito Flávio Bolsonaro, do empresário Paulo Marinho e do advogado Sérgio Bermudes.