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Distribuição de renda

ES quer dobrar investimentos com programa "irmão" do Bolsa Família

Atualmente o governo estadual desembolsa R$ 25 milhões por ano para manter o sistema que ajuda população pobre. Ideia é também criar uma conta de débito gratuita para os beneficiários do Bolsa Capixaba

Giordany Bozzato

Publicado em 04 de Novembro de 2019 às 17:31

Publicado em

04 nov 2019 às 17:31
Banestes deverá ser utilizado para o pagamento do programa; hoje, a transferência de renda é feita pela Caixa Crédito: Divulgação

Nem todas as pessoas sabem, mas o governo estadual tem um programa de distribuição de renda semelhante ao Bolsa Família: o Bolsa Capixaba. Assim como o “irmão nacional”, o programa do Estado é voltado para famílias de baixa renda que estão no CadÚnico.

Atualmente, mais de 24 mil famílias estão inscritas no programa - o valor pago a cada uma varia de acordo com o número de pessoas na família, mas a média de pagamentos gira em torno de R$ 77.

“A nossa expectativa é ampliar o Bolsa Capixaba. Anualmente utilizamos R$ 25 milhões no programa, mas queremos dobrar esse valor nos próximos três anos. O valor será para aumentar a bolsa dos que já recebem e elevar o número de beneficiários”, diz o secretário de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Bruno Lamas.

Para participar do Bolsa Capixaba é preciso ter uma renda per capita familiar abaixo de R$ 109, levando em conta o valor recebido pelo Bolsa Família, e ter na família, pelo menos, uma criança menor de seis anos de idade.

MUDANÇA

Atualmente, as famílias que fazem parte do programa sacam os valores na Caixa. Segundo Lamas, no entanto, um grupo de trabalho já está se reunindo para fazer com que o benefício passe a ser pago pelo Banestes.

“Com isso, nós fomentamos o banco do Estado, cria-se uma identidade dos beneficiários no Espírito Santo. E isso também permite que seja feito um cartão de débito, para que as pessoas possam usar o dinheiro para pagar suas despesas”, acrescenta o secretário.

Por utilizar o mesmo sistema cadastral, Bruno Lamas admite que o sistema está sujeito a falhas. “Constantemente despacho em cima de processos que fazem a exclusão e inclusão de beneficiários. É muito comum isso. Mas estamos avançando na modernização para evitar tais problemas”, diz o secretário citando a elaboração de um aplicativo para a secretaria.

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