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Perdidos

As cacholas das crianças e adolescentes estão cheias de quê?

O que crianças e jovens deverão guardar nas respectivas cacholas, ao lado de habilidades poderosas, para serem usadas em favor da garantia da sobrevivência farta e da felicidade?

Publicado em 29 de Novembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

29 nov 2019 às 04:00
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Adolescentes com celular Crédito: Divulgação
No último sábado, li a edição em papel deste jornal, meio que matando saudade, meio que tentando me acostumar com as mudanças. Gostei de ver reportagens sobre o que as pessoas estão fazendo em diferentes cantos do Estado, incluindo a produção de café de altíssima qualidade na Região do Caparaó, e de uma quantidade enorme de adubo feita a partir dos restos das granjas que existem lá pelas bandas de Santa Maria de Jetibá.
Também vi matéria sobre o fim das intermináveis obras da Avenida Leitão da Silva, incluindo um apanhado de achados do historiador Fernando Achiamé, destacando que o seu traçado foi proposto por Saturnino de Brito no projeto Novo Arrabalde, denominada de Avenida Norte-Sul e depois rebatizada com o nome de um capixaba que morreu na Guerra do Paraguai.
Já Marcos Alencar me pegou em cheio com sua crônica “Arquivo morto”. Dono de uma memória de elefante, ele vai lá nos tempos de juventude e de aluno aplicado (?) e recupera “um monte de bagaços de outrora que mofam no meu samburá”, incluindo a Matriz de Leontief, nome dos afluentes da margem esquerda do Rio Amazonas, e por aí em diante.
Além de confirmar o seu jeito meio safadinho de descrever feitos reais e imaginários de madames e socialites da Praia do Canto, Marcos me fez ficar pensando no que será do sistema educacional nestes tempos de alta disponibilidade de informações acessáveis pelas pontas dos dedos. Na brincadeira, mas sendo “a vera”, suas palavras nos colocam diante de uma questão altamente estratégica: o que crianças e jovens deverão guardar nas respectivas cacholas, ao lado de habilidades poderosas, para serem usadas, a tempo e hora, em favor da garantia da sobrevivência farta e da felicidade constante?
As escolas e os educadores estão na linha de frente dessa questão complexa e urgente, sem a menor chance de empurrar com a barriga tamanha responsabilidade. Imagino que tenha muita gente, como eu, que não tem a menor ideia de por onde começar. Estamos diante de algo extremamente complexo e delicado, sem indicações de onde está localizado o norte e qual a posição do sol.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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