
Rômulo Augusto Penina*
A verdade as informações sempre foi o motor da imprensa. O espaço “Da Redação”, de A GAZETA, nos proporciona uma leitura agradável sobre produção de conteúdos sérios e de qualidade e que todo aluno de Comunicação deveria acompanhar e aprender bastante: “O jornalismo profissional é semente da notícia confiável, especialmente na era da desinformação, em que qualquer boato ganha peso de verdade em todas redes sociais”. O trabalho apresentado é um cotidiano de notícias, prova irrefutável da credibilidade.
E como vivemos um período de crises no Brasil, o papel da imprensa ganhou ainda mais relevância. Apesar do cenário da desinformação, é preciso respeitar pilares fundamentais da profissão como também resgatar o jornalismo investigativo. A crise, portanto, resgatou o papel de investigar. Com essas palavras, fica aqui também nossa homenagem aos familiares e amigos do jornalista Carlos Tourinho.
Mas a crise atual também aparece nos cenários políticos e institucionais do país. Os três Poderes no Brasil não se entendem. A prisão de Temer sem fundamento jurídico é uma prova real. É uma disputa irracional da Lava Jato com o Supremo. Há impasses também nos percalços do governo sobre um tema de extrema importância, como o da reforma da Previdência. Lá fora, nosso governo visita Donald Trump, enquanto este vive cercado de polêmicas, com a relação com o vizinho México.
Fora a política e a economia em crise, o Brasil também vive um drama na educação. Além de cortes de verbas, existe a violência na sala de aula. A profissão de professor é a mais nobre do planeta, mas quando a uma ex-diretora leva dois tiros de um aluno, a gente questiona onde vamos parar? Onde foi parar o legado invejável do ilustre professor Paulo Freire?
Estamos no meio de um novo tempo de terrorismo, que é um ataque à civilização, um ataque à sociedade tolerante. Não vamos ceder à intolerância. A lama da Vale, que matou centenas de pessoas, está aí para nos lembrar que não devemos esquecer.
*O autor é ex-reitor da Ufes