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Eduardo Athayde

Artigo de Opinião

É diretor do WWI no Brasil. [email protected]
Eduardo Athayde

Quanto do PIB capixaba é produzido pela chamada economia do mar?

Relatórios da OCDE indicam que nove em cada dez investidores estão interessados em financiar a economia do mar como fonte de alimentos, parques eólicos offshore, prospecção mineral, logística e combustíveis navais carbono zero
Eduardo Athayde
É diretor do WWI no Brasil. [email protected]

Públicado em 

25 ago 2022 às 11:45
Os oceanos cobrem 361 milhões de km², cerca de 71% da superfície da Terra, e são vitais para a economia mundial, movimentando nas suas rotas mais de 95% dos bens comercializados por um PIB global de 95 trilhões de dólares. Três quartos dos países do mundo fazem fronteira com um oceano e, destes, 22 países fazem fronteira com dois ou mais oceanos.
Além da função natural de provedor de alimentos, os oceanos regulam o clima e o tempo e quase metade da população mundial (44%) vive e trabalha a 150 km da costa. Quantos habitantes do Espírito Santos vivem e trabalham na costa? Quanto do PIB capixaba é produzido pela chamada economia do mar?
A Década dos Oceanos (2021-2030 Unesco), iniciada por lockdown pandêmico global, impulsionou investimentos na inteligência artificial, na virtualidade e, para enfrentar o caos, pautou a Governança Socioeconômica Ambiental (ESG) – enfatizo socioeconômica como fidúcia para a sustentabilidade – colocando-a na ordem do dia.
Baseada na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), que confere aos países costeiros uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de 200 milhas náuticas, a Marinha batizou a ZEE brasileira (5.7 milhões de km²) como Amazônia Azul, onde a lâmina d’água, solo e subsolo integram o patrimônio nacional, monitorado e pesquisado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) - marinha.mil.br/secirm.
Nesse cenário, o Espírito Santo, com área territorial seca de 46 mil km² e faixa litorânea de 410 km, ganha um território molhado de 151 mil km². Quantos empregos são gerados na rica ZEE da “Amazônia Azul Capixaba”?
Relatórios da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ESG, indicam que nove em cada dez investidores estão interessados em financiar a economia do mar como fonte de alimentos, parques eólicos offshore, prospecção mineral, logística e combustíveis navais carbono zero. Garantir a preservação dos ecossistemas costeiros e a subsistência das comunidades como locais de lazer também está no foco das ‘finanças azuis’, acompanhadas no Brasil pelo Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC).
Em palestra na Associação Comercial da Bahia, fundada em 1811 nas margens da Baía de Todos os Santos – declarada como Capital da Amazônia Azul –, o ex-governador Paulo Hartung, hoje presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), discorreu sobre os potenciais econômicos do Espirito Santo, a economia verde e a boa qualidade da educação no Estado. Como respeitado pensador está convidado agora a falar sobre a governança da economia do mar.
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