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Roberta Lorenzoni

Artigo de Opinião

É assessora de investimentos da Aspen Investimentos
Roberta Lorenzoni

Previdência privada como investimento estratégico?

O mercado de previdência aberta no Brasil alcançou, em dados do primeiro semestre de 2022, aproximadamente R$ 1,1 trilhão, ainda muito concentrado: aproximadamente 90% desse valor está centralizado nos cinco maiores bancos do país
Roberta Lorenzoni
É assessora de investimentos da Aspen Investimentos

Publicado em 28 de Julho de 2022 às 15:15

Publicado em 

28 jul 2022 às 15:15
O mercado de previdência privada no Brasil mudou muito nos últimos anos e em diversos aspectos. Podemos citar a questão regulatória, a oferta de produtos, a concorrência do mercado, a precificação, entre outras mudanças. O que não mudou na mesma velocidade que o mercado foi o comportamento do investidor que precisa enxergar a previdência como um veículo de investimento como os demais, com vantagens tributárias e de comunicabilidade de patrimônio, por exemplo.
O mercado de previdência aberta no Brasil alcançou, em dados do primeiro semestre de 2022, aproximadamente R$ 1,1 trilhão, ainda muito concentrado: aproximadamente 90% desse valor está centralizado nos cinco maiores bancos do país. A oferta de serviços e de produtos – e a qualidade desses – evoluiu bastante, mas ainda não gerou uma descentralização efetiva. E, uma conclusão possível para se entender o preconceito do investidor com relação à previdência privada é que, por conta da concentração, o serviço tem levado mais tempo para se tornar um investimento atrativo para o cliente.
No segmento previdenciário também vale a premissa básica comum a todos os mercados: quanto maior a competitividade, melhor tende a ser a oferta do nível de serviço e melhor tende a ser a qualidade do produto ofertado. A ampliação da concorrência e o desenvolvimento da indústria da previdência, com a entrada de novos players, a criação de novos fundos e de diferentes estratégias de gestão, por exemplo, mudou o cenário desse investimento no Brasil, e o comportamento do investidor precisa acompanhar essas mudanças.
Na prática, não é o que se vê. O percentual de concentração em planos do tipo renda fixa permanece na casa dos 80%, um dado preocupante em cenários de juros mais baixos, como o que se tinha no pré-pandemia. Esse cenário deveria estimular ou deixar mais claro para o investidor a necessidade de alocar seus recursos em outras classes de ativos, de tomar mais risco para poder garantir o retorno real no longo prazo. E isso não tem acontecido.
Assim, adotar uma posição extremamente conservadora pode custar muito caro, comprometendo a capacidade do investidor de preservar no futuro o seu poder de compra, com retornos inferiores à inflação. Na previdência, como nos demais investimentos, valem as regras de ouro de começar o quanto antes, traçar uma estratégia que otimize a relação risco-retorno e manter uma gestão ativa e diversificada dos recursos investidos.
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