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Mariana Comério

Artigo de Opinião

É médica nutróloga e proprietária da Mariana Comério Clínica
Mariana Comério

Por que a mesma dieta não funciona para todos?

Em um cenário em que se busca cada vez mais qualidade de vida, longevidade e performance, entender como o próprio organismo responde aos estímulos deixa de ser uma curiosidade e passa a ser uma ferramenta estratégica
Mariana Comério
É médica nutróloga e proprietária da Mariana Comério Clínica

Públicado em 

12 abr 2026 às 10:00
Nem sempre uma rotina alimentar que funciona para uma pessoa traz os mesmos resultados para outra, e essa diferença tem chamado cada vez mais atenção na prática clínica. Por trás dessa variabilidade, a genética surge como uma das chaves para compreender por que estratégias alimentares semelhantes produzem efeitos tão distintos.
A ideia de que uma mesma dieta pode funcionar para todos vem sendo, aos poucos, superada. Diferenças individuais, muitas delas determinadas pela própria biologia, ajudam a explicar por que dietas semelhantes produzem resultados variados entre as pessoas. É nesse contexto que os testes genéticos passam a ocupar um papel cada vez mais relevante no campo da nutrição.
Ao analisar variações no DNA, esses exames permitem identificar predisposições relacionadas ao metabolismo de gorduras e carboidratos, à resposta inflamatória, à capacidade de detoxificação, à absorção de vitaminas e minerais e até à sensibilidade a compostos como cafeína e lactose.
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Na prática clínica, essas informações ampliam de forma significativa a compreensão sobre o funcionamento do organismo, indo além do que é possível observar por meio de exames laboratoriais convencionais ou da avaliação clínica isolada.
A principal contribuição dos testes genéticos está na possibilidade de refinar estratégias. Em vez de recomendações amplas ou protocolos generalistas, consideram-se características individuais que influenciam diretamente a resposta do paciente a diferentes abordagens nutricionais. Isso se traduz, por exemplo, na escolha mais assertiva de macronutrientes, na definição de estratégias de suplementação e na condução de planos alimentares mais compatíveis com a realidade metabólica de cada indivíduo.
Na prática, essa personalização tende a impactar não apenas os resultados, mas também a adesão ao tratamento. Quando o paciente compreende que a estratégia proposta leva em conta suas particularidades biológicas, a relação com a alimentação se torna mais consciente e sustentável. E a nutrição ganha ainda mais sentido dentro da individualidade de cada organismo.
É importante destacar, no entanto, que a genética não determina, de forma isolada, os desfechos de saúde. Fatores como estilo de vida, qualidade do sono, nível de estresse, ambiente e comportamento alimentar continuam exercendo influência decisiva. Os testes genéticos devem ser compreendidos como uma ferramenta complementar, uma camada adicional de informação que, quando bem interpretada, potencializa a tomada de decisão clínica.
Do ponto de vista técnico, sua utilização vem sendo cada vez mais integrada a outras avaliações, como exames bioquímicos e análises do funcionamento intestinal, ampliando a visão sobre o paciente como um todo. Essa abordagem permite identificar não apenas predisposições, mas também interações complexas entre genética, metabolismo e ambiente, tornando o cuidado mais completo e assertivo.
Em um cenário em que se busca cada vez mais qualidade de vida, longevidade e performance, entender como o próprio organismo responde aos estímulos deixa de ser uma curiosidade e passa a ser uma ferramenta estratégica. É nesse movimento que os testes genéticos se consolidam como aliados importantes na construção de uma nutrição mais eficiente, consciente e verdadeiramente individualizada, e mais alinhada à realidade de cada organismo.
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