Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Artigos
  • Poder público precisa gerir os recursos com mais transparência

Artigo de Opinião

Política

Poder público precisa gerir os recursos com mais transparência

Não podemos permitir que modelos fracassados sejam replicados, tampouco o desvirtuamento da finalidade

Publicado em 02 de Setembro de 2019 às 19:27

Publicado em 

02 set 2019 às 19:27
Crédito: Amarildo
Lorenzo Pazolini*
Em recente publicação neste periódico, trouxe à reflexão a importância da transparência e de mecanismos de governança sólidos na gestão do Fundo Soberano (Funses), quando ainda em sua fase de análise pela Assembleia Legislativa. Apesar da qualidade e profundidade dos debates realizados e das propostas apresentadas, o fundo foi aprovado em sua versão original, omisso, portanto, em relação às deliberações e decisões quanto aos investimentos desses recursos.
A cobrança por mais transparência na gestão do erário há muito é exigida do poder público. O Tribunal de Contas do Estado, inclusive, tem atuado concretamente nesse sentido. Recentemente, determinou que o governo do Estado aprimorasse as informações quanto à arrecadação e, principalmente, quanto à aplicação de royalties e participação especial. E recomendou absoluta prudência na geração de despesas públicas com essas receitas. (Parecer Prévio 52/2018).
Diante da ausência de previsão expressa na LC 914/2019 (Funses) de mecanismos que permitam o exercício imediato do controle externo e social quanto à aplicação desses recursos, imprescindível se faz o estabelecimento de regras claras e objetivas para o funcionamento do fundo.
O governo editou o Decreto 1.693-S/2019, instituindo Grupo de Trabalho para regulamentar referida lei. Nesse sentido, é fundamental que se avance, especialmente, nas normas a serem observadas pelo conselho gestor. É preciso evitar subjetividade, excessiva discricionariedade e adoção de estratégias de investimentos equivocadas. A transparência é o melhor caminho. E esse é um caminho sem volta.
A destinação de recursos públicos em investimentos na iniciativa privada, prevista no fundo, como a aquisição de ações em empresas privadas, requer cautela, responsabilidade e análise extremamente técnica e rigorosa. Um bom critério a ser avaliado é o registro da empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sugerido inclusive por experts em mercado financeiro.
Permanecemos vigilantes. Não podemos permitir que modelos fracassados sejam replicados, tampouco o desvirtuamento da finalidade. Basta rememorarmos à política dos “campeões nacionais” e ao Fundo Soberano do Brasil para sabermos quais decisões não devem ser tomadas.
Estamos atentos aos próximos passos. Principalmente para as regulamentações a serem editadas. Primamos pela transparência e eficiência na gestão e no funcionamento do fundo para que seja um passo seguro a ser dado na construção de uma herança a ser deixada para a população capixaba.
*O autor é deputado estadual, delegado de polícia e ex-auditor de Controle Externo do TC-ES
 
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados