
Jailson Miranda*
Quando um cidadão age com violência, provocando lesões ou tirando a vida de outro, ou ainda quando nos sentimos aviltados pela perda de nosso patrimônio, somos tomados pela sensação de real impotência e fragilidade. Momentos que percebemos o quanto é necessário um serviço público ágil, integrado e preparado para minimizar os riscos a nossa integridade física e patrimonial.
Os cidadãos capixabas e, especialmente os serranos, têm motivos para minimizar suas preocupações, pois além de vivermos em um dos Estado mais organizados do país, temos um município que também passa por um processo de franco desenvolvimento, com construção de creches, hospitais, praças, unidades de saúde, escolas, centros culturais e esportivos, drenagem e pavimentação, modernização na iluminação, empregabilidade.
Importante ação foi a Guarda Municipal consolidando e fortalecendo o papel do município na segurança pública, ao qual destacamos o trabalho voltado à cidadania. “O município foi o mais violento do Estado por 22 anos, mas conseguiu sair do topo da lista, estratégia essa deve ser inspiração para os outros municípios”, informou A GAZETA. Os trabalhos das polícias nas prisões de homicidas contumazes e traficantes foram decisivos, tratando com firmeza e determinação uns dos fatores condicionantes da criminalidade, a impunidade.
Estudos afirmam que parte dos problemas de segurança vivenciados pelos cidadãos no espaço urbano ultrapassam a competência exclusiva e a intensidade das ações das polícias, requerendo a cooperação das comunidades e outras agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população, premissas utilizadas na Rede de Promoção de Ambientes de Guarapari (Repas) e que serviu de inspiração para cidade.
Os Guardas têm sido cada vez mais requeridos pelo cidadão serrano, que atuam em parceria com as polícias e servidores municipais na promoção de espaços mais seguros, formando uma rede integrada. Os grupos realizam, por exemplo, ações de fiscalização/monitoramento de ocupações irregulares; de descarte irregular de resíduos; de bares e boates irregulares, além de bailes clandestinos (Mandela, funk ou raves); de desmanche de veículos; do meio ambiental, da iluminação pública e da criação de conselhos de segurança.
Nosso papel é estimular que cidadãos e servidores se sintam responsáveis pela segurança, para que cada um possa fazer valer suas ideias e opiniões, e possa exercitar, como versa a filosofia da Polícia Interativa, a cidadania ao alcance de todos.
*O autor é coronel PM, ex-chefe do Estado-Maior da PMES e ex-secretário de Defesa Social da Serra