A indústria cinematográfica foi uma das primeiras a sentir os impactos da pandemia desde o seu início. Com as salas fechadas, estreias adiadas e produções suspensas, a agonia foi profunda ao longo de 2020. De acordo com levantamento da empresa de dados Comscore, a arrecadação dos cinemas brasileiros desabou 78% em comparação à 2019 e passou dos mais de 177 milhões de espectadores e 2,8 bilhões de reais para pouco mais de 40 milhões de pagantes de 646 milhões de reais.
Diante desse cenário, o mercado precisou se reinventar e criar soluções não apenas de sobrevivência, mas também com o olhar para um futuro com novos hábitos de consumo para além das salas tradicionais de exibição. O antigo cine drive-in, por exemplo, cresceu em procura, mas a grande maioria dos projetos foi inviabilizada pelo alto custo do investimento em infraestrutura. Com tudo isso, identificamos algumas deficiências e seus efeitos. E a virada de chave se deu pelo streaming.
A implantação no Brasil de uma tecnologia inovadora tem proporcionado aos espectadores a experiência de assistir a um filme juntos novamente sem sair de casa. Em parceria com a Filmbankmedia, a Sala Virtual de Exibição (VSR, em inglês) conecta os aficionados, que podem assistir a uma Mostra de Cinema ou a uma apresentação do Cirque du Soleil e interagir entre si.
De solução num momento excepcional, o sucesso do recurso abriu a janela de novos negócios com distribuidores nacionais e internacionais, museus, centros culturais e empresas. O mercado ganhou fôlego e essa musculatura tem sido fundamental para resistirmos à crise sanitária e econômica viabilizando receitas e parcerias.
A sala tradicional tem um charme ímpar, mas ainda teremos que nos cuidar e cuidar de quem amamos por um bom tempo, por cada um e pela sociedade toda, para conter a doença e suas variantes. A pandemia vai passar, mas já consolidou hábitos que vão permanecer, como experiências diferenciadas sem abrir mão da comodidade e da segurança de estar em casa.