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Artigo de Opinião

Alex Ramos

Nem o clã Bolsonaro está a salvo de escândalos de corrupção

É preciso dar uma chance ao Brasil. O novo governo é a esperança de melhora para grande parcela da população

Publicado em 24 de Janeiro de 2019 às 20:01

Publicado em 

24 jan 2019 às 20:01
Jair e Flávio Bolsonaro
Alex Ramos*
A família é a célula mater (mãe) da sociedade. Em outras palavras, é na família que o indivíduo tem suas primeiras interações com o meio social no qual foi involuntariamente inserido. A partir daí, outras interações sociais vão ocorrendo e se somando às experiências de vida da pessoa com o passar dos tempos, moldando o caráter do indivíduo ao longo de toda sua existência.
A par disso, é fácil perceber porque, em geral, a palavra “família” inspira sentimentos de união, cumplicidade e companheirismo, de modo que o indivíduo fica praticamente indissociável do clã familiar a que pertence. Não é diferente com a família Bolsonaro.
É quase intuitivo, portanto, que as situações ainda não devidamente explicadas que envolvem o nome de Flávio Bolsonaro sejam associadas ao clã Bolsonaro, seja pela evidência que alcançaram nos últimos anos com tons ásperos de discurso contra a corrupção, seja pelo fato de Jair Bolsonaro (pai de Flávio) ter sido eleito presidente.
Estrategicamente falando, a postura dos Bolsonaro durante os últimos anos e na última campanha eleitoral exige, por coerência, que eles não tenham um teto de vidro tão frágil quanto o alvo de suas pesadas críticas. E, se tiverem, não serão perdoados, nem pela esquerda nem por setores da direita. Isso é inegável.
Por outro lado, deixando para trás o luto pela derrota nas eleições ou mesmo o medo de que um bom governo seja feito, os opositores precisam ser coerentes e proporcionais em suas críticas à família Bolsonaro, ou a seus integrantes individualmente, ou cairão em descrédito pela nítida e leviana afobação de atacar pesado antes de refletir, e não dar o braço a torcer na hora de se fazer um necessário mea culpa.
Fosse uma luta de MMA, tudo bem. Não se pode dar chance ao oponente. Todavia, este não é o caso. A luta no campo das ideias, mesmo na política, deve ser honesta, mais racional e dialética, e menos sofista. Assim, todos ganham, e não só aqueles diretamente interessados em substituir os ocupantes do poder.
Estamos falando de um país maravilhoso e continental, porém sofrido; deveras machucado por um passado recente de corrupção, desmandos, frustrações e injustiças, mas que, paulatinamente, vem convalescendo, e aparenta ir se moldando a uma nova e desejável realidade de prosperidade vindoura. É o que mostram alguns indicadores econômicos – aumento do PIB, queda da inflação, criação de mais empregos, entre outros.
É preciso dar uma chance ao Brasil. O novo governo representa alguma esperança de melhora para parcela significativa da população. O 38º presidente da República terá duros quatro anos para demonstrar que suas premissas, executadas pela equipe ministerial, dão resultado. Do contrário, todos perdemos, e segue o jogo. Mas por que perder se, enquanto nação, podemos ganhar?
*O autor é advogado e professor de Direito
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