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Artigo de Opinião

ARTIGO

Cultura do público fortalece as ações de combate à corrupção

É importante compreender a necessidade de estarmos juntos, em coletividade, e desenvolvendo diálogos

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 18:40

Publicado em 

25 jan 2019 às 18:40
Rodrigo Marcovich Rossoni e Rafael Cláudio Simões*
Um dos elementos centrais para o combate à corrupção, segundo a literatura mais atual sobre o tema, é a construção de sistemas de integridade.
Quando falamos em construção, num caso como esse, pensamos, muitas vezes, institucionalistas intuitivos que somos, como sociedade, pensamos logo no estabelecimento de novas leis e normas e na constituição ou reformulação de novos órgãos públicos, e isso, muitas vezes, pode ser verdade, mas, apenas parte dela.
Um aspecto importante para esses sistemas – como podemos apreender do próprio caso brasileiro – é a construção de uma cultura do público.
Por cultura do público nos referimos a esse amplo “espaço” de ideias, valores e práticas que, numa sociedade, reconhecem o público como distinto do privado e, talvez, mais significativo, valoriza o público como ambiente de interação e troca que deve ser enriquecer a experiência individual e coletiva das pessoas, tanto do ponto de vista material – como prestação de serviços públicos de saúde, educação, assistência social etc, quanto do ponto de vista da política – como a discussão das ideias que orientem e propostas que direcionem o desenvolvimento da sociedade.
Para isso, é de fundamental importância que consigamos compreender a necessidade de estarmos juntos, em coletividade, e desenvolvendo diálogos. Diálogos, não monólogos. Os diálogos podem ser, grosso modo, segundo o sociólogo Richard Sennett, dialéticos ou dialógicos.
Os primeiros se caracterizam por aquele tipo de conversa onde a partir de uma ideia, vamos apresentando elementos de contradição e construindo sínteses sobre o postulado inicial. Esse é um tipo ao qual ainda damos algum espaço no nosso convívio social.
Já os segundos são marcados por algo que estamos abandonando quase por completo. São discussões quando os pontos de vista dos cidadãos são opostos e, por vezes, totalmente contraditórios, sem gerar, ao menos num primeiro momento, qualquer capacidade de síntese. A possibilidade, aqui, é de termos paciência para decantar as ideias e proposições buscando analisar as várias nuances da discussão para aprounfamento coletivo.
Para os diálogos, entretanto, seja em qualquer dos dois formatos, especialmente no segundo tipo, precisamos de três elementos centrais: capacidade de ouvir, trabalhar com fatos e com a ciência e pensamento racional.
Só assim, pensamos nós, teremos condições de sair da “espiral da corrupção”, que parece nos acompanhar a existência tal qual uma “praga”, e construimos uma cultura do público que valorize a ética, o respeito às diferenças e o direito à igualdade, postulados centrais para que o interesse público se afirme.
*Os autores são, respectivamente, secretário-geral da Transparência Capixaba e bacharel em Economia; membro da Transparência Capixaba, doutorando em História e professor da UVV
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