A visão está presente em praticamente tudo o que fazemos. É por meio dela que lemos, trabalhamos, estudamos, nos movimentamos, reconhecemos pessoas e acompanhamos as diferentes fases da vida. Ainda assim, muitas vezes só lembramos da saúde dos olhos quando alguma alteração começa a interferir na nossa rotina.
O Dia Mundial da Visão, celebrado neste dia 8, é uma oportunidade para mudar essa lógica. Mais do que chamar atenção para a importância de cuidar da visão, a data também alerta para os cuidados e prevenção de doenças oculares, e alterações precocemente e manter o acompanhamento oftalmológico ao longo da vida.
Segundo publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo apresentam algum tipo de deficiência visual para perto ou para longe. Os erros de refração não corrigidos e a catarata estão entre as principais causas de comprometimento visual, mas doenças como glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética também merecem atenção.
Um ponto importante é que nem toda doença ocular apresenta sinais claros no início. É possível conviver com determinadas alterações sem perceber uma perda significativa da visão. Por isso, esperar que os sintomas apareçam para procurar um oftalmologista pode significar perder uma oportunidade importante de diagnóstico e tratamento.
O glaucoma é um exemplo. Em muitos casos, a doença evolui de maneira silenciosa e pode provocar danos permanentes ao nervo óptico. O mesmo princípio vale para alterações relacionadas ao diabetes, que podem comprometer a retina antes mesmo que o paciente perceba mudanças importantes na visão.
A prevenção também começa nos hábitos cotidianos. O controle de doenças como diabetes e hipertensão, a proteção dos olhos contra traumas e radiação ultravioleta, o cuidado com o uso de telas e a atenção às mudanças na visão fazem parte de uma rotina de saúde ocular.
Para as crianças, a OMS também destaca a importância de equilibrar atividades de perto com mais tempo ao ar livre como uma das estratégias relacionadas à prevenção e ao controle da miopia.
Crianças, adultos e idosos apresentam diferentes fatores de risco e necessidades oftalmológicas. Por isso, não existe uma única recomendação que sirva para todos. A avaliação deve considerar a idade, o histórico familiar, doenças sistêmicas e as condições específicas de cada paciente.