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Mário Broetto

Artigo de Opinião

É diretor do Centro Educacional Leonardo da Vinci
Mário Broetto

Como ensinar uma geração infointoxicada?

Um estudo conduzido pela Microsoft e divulgado pela revista Time revelou que as pessoas perdem a concentração após apenas oito segundos. Possivelmente, esse já é um fruto do excesso de dados que consumimos
Mário Broetto
É diretor do Centro Educacional Leonardo da Vinci

Públicado em 

13 jan 2023 às 15:58
A missão de ensinar historicamente é marcada por desafios. Atualmente, um que tem se destacado e povoado as conversas entre professores e as reuniões de profissionais da educação é como continuar retendo a atenção dos alunos, sobretudo os das chamadas geração Z e Alpha, que já nasceram em meio à digitalização, à internet de alta velocidade, às relações mediadas por meios eletrônicos e à fusão crescente entre o real e o virtual.
Especialmente a última, que nasceu após 2010, mas não somente ela, pois a sociedade como um todo é alvo de um acesso inimaginável a informações de toda ordem, mostra-se cada vez mais infointoxicada. E isso traz consequências nem sempre boas. Um estudo conduzido pela Microsoft e divulgado pela revista Time revelou que as pessoas perdem a concentração após apenas oito segundos. Possivelmente, esse já é um fruto do excesso de dados que consumimos diariamente e do ritmo dinâmico que as famílias em geral vivem.
Ignorar, negar ou buscar afastar esse cenário do dia a dia das escolas é bem pouco eficaz e pode causar prejuízos ao ensino. O caminho mais indicado para a educação atual tem sido a aposta em metodologias ativas, que até lançam mão dos benefícios da tecnologia, como a gamificação, a cultura maker (faça você mesmo), os estudos de casos, as pesquisas de campo, as viagens acadêmicas e as tendências tecnológicas, como robótica, realidade virtual e inteligência artificial.
A utilização de jogos, softwares, dispositivos e outras ferramentas digitais, associadas a experimentos, simulações de situações reais e debate e compartilhamento de ideias, tem atraído a atenção e despertado a criatividade, tornando o ensino mais dinâmico e interessante. O aluno se sente mais engajado com os conteúdos abordados e tem melhora da produtividade e do desempenho escolar, desenvolvendo ainda competências como autonomia, trabalho em grupo e comunicação, e tornando-se protagonista da própria aprendizagem.
Vale ainda lembrar que, hoje em dia, sabe-se que a falta de foco ou concentração em aulas e demais atividades são habilidades que podem ser trabalhadas com técnicas como ioga e mindfulness, cada vez mais presentes nos currículos escolares por serem eficazes para estimular a atenção plena e aumentar a memória e o raciocínio. Isso sem falar na atenção que as instituições de ensino têm dado ao desenvolvimento de aspectos socioemocionais, que ajudam a controlar a ansiedade comum especialmente na fase da adolescência.
Fato é que os desafios da educação sempre existirão, só mudarão de nomes. Mas, com um olhar amplo, aberto e comprometido, cabe aos educadores lerem as realidades, se reinventarem e desenvolverem sempre novas formas de transmitir e produzir conhecimento para formar cidadãos aptos para as também novas demandas do mundo.
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