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Brasil precisa passar a borracha no autoritarismo e na corrupção

O que se vê, com inusitada frequência, são ações atemorizantes, nefastas, que crescentemente se propõem a fomentar novos suspenses e abalos nacionais

Publicado em 02/08/2019 às 19h57

Autoritarismo

Cariê Lindenberg*

Cada vez mais intrigado, observo a crescente condescendência dos responsáveis pelos destinos presentes e futuros do país. Inertes, vamos assistindo pacificamente calados ao tumultuado quadro fictício que exaustivamente vem se impondo a esta nação. Não é tolerável estarmos todos navegando desapercebidamente pelas palavras bem como pelas providências extemporâneas e inadequadas que vemos diuturnamente serem assumidas.

O que se vê, com inusitada frequência, são ações atemorizantes, nefastas, que crescentemente se propõem a fomentar novos suspenses e abalos nacionais, gerando novas crises inesperadas, mas evidentemente orquestradas. Sem qualquer objetivo prático ou aglutinador de forças de que o país tanto necessita para se desvencilhar desse atoleiro em que está enterrado.

O que o Brasil precisa é passar uma borracha nas últimas temporadas do autoritarismo irresponsável e da posterior e renitente corrupção, intolerável, que ainda perdura, ambos fomentados e alimentados pelos políticos intempestivamente que assaltaram os próprios brasileiros nos últimos anos. A cada dia, o que se enxerga mais é um país que se desmoraliza, dilui-se e se desmancha. A população dividida, sem rumo e privada de empregos.

Enquanto isso, ao empresariado nacional e estrangeiro resta permanecer crescentemente perturbado e indeciso diante das permanentes incertezas e do desrespeito às instituições legais. E pior ainda por conta de um constante chacoalhamento que permanentemente perturba todo o país.

A pretexto de ser imposta uma tendência já exaustivamente transformada, amenizada e reordenada, vai se empurrando peito afora, em atitude genuflexa sem precedentes, permanentemente excedendo–se em nome de uma ideologia já evoluída e reformulada em todo o mundo. Estamos assistindo a uma ação extremamente desagregadora entre nossos pacíficos concidadãos. Essa prática constrange até mesmo alguns dos muitos competentes homens civis e militares que, em boa fé, aceitaram, com diferentes intenções, compor o atual governo.

O jornal "Folha de S.Paulo" em um dos lúcidos artigos publicados na quinta-feira, intitulado “Fala mais, Bolsonaro“, alinhou as falas mais curiosas que ditaram suas “obras” no governo até então. Ao longo de meus mais de 80 anos, não conheço registro de nada igual ao que vejo na atualidade.

Afinal podem ser as últimas antes da nomeação de um de seus “carinhosos” filhos para observar e aplaudir os atos eleitorais e como complemento nos engajar militarmente aos EUA, em desdém à comunidade europeia. E também a virtual dilapidação de nossas florestas e agora a da Comissão da Verdade, visando a alterar a história nacional, poderão ser a gota d’água.

*O autor é empresário

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