A cidade de Nova York enfrentou neste início de 2018 - conforme noticiado - a mais baixa temperatura registrada nos últimos 100 anos. Pergunto: o planeta não está esquentando? Qual a explicação dos cientistas que defendem a tese do aquecimento global (provocado pelo homem)? Não vi nada esclarecedor.
À vista disso, fiquei estimulado a refletir sobre o assunto. Tanto pela sua relevância - uma vez que mobiliza a alta cúpula política das nações desenvolvidas, exige vultosos investimentos, cria oportunidades profissionais para cientistas, climatologistas, ambientalistas, meteorologistas, oceanógrafos, jornalistas, aproveitadores etc. -, como também pela polêmica que permeia este tema.
De um lado, especialistas alertam para os graves riscos que esse fenômeno vem causando à humanidade; de outro, uma corrente de renomados cientistas discordam inteiramente; há, inclusive, os que afirmam que o homem não tem o poder de produzir tamanha mudança no planeta.
Convido, então, o leitor a fazer a própria avaliação em face do seguinte: (a) os oceanos ocupam 71% da superfície do planeta, enquanto a parte terrestre (continentes e ilhas) ocupam somente 29%; (b) fotos produzidas pela NASA mostram que 50% da população mundial está concentrada em apenas 1% da extensão territorial do planeta (HipeScience) e 50% de forma dispersa; c) isto significa que somente 0,29% (1% de 29%) da superfície territorial do globo terrestre são densamente habitadas; (d) assim, apenas esses 0,29% respondem pela quase totalidade da poluição atmosférica gerada pelo homem, enquanto 99,71% de todo o planeta são regulados pela própria natureza, principalmente pelos oceanos.
Diante destes números, mesmo considerando da maior importância as tratativas e acordos internacionais de combate à poluição, questiono: teriam as regiões metropolitanas (adensadas, poluentes, mais quentes etc.) - ocupando ínfimos 0,29% da superfície do globo terrestre - o poder de alterar o clima do planeta a ponto de acarretar um aquecimento global?
A meu ver, à luz dos números acima, acho que não. Aliás, já estava convencido disso em virtude de sólidos depoimentos de conceituados especialistas na matéria, que consideram aquecimento global mera falácia.
*O autor é engenheiro e empresário