Ação no Espírito Santo quer liberar novos cursos de Medicina
Leonel Ximenes
Ação no Espírito Santo quer liberar novos cursos de Medicina
Deputado estadual entrou com Ação Anulatória na Justiça Federal para revogar a Portaria do MEC que suspende por cinco anos a criação de cursos de Medicina no país
O MEC proibiu novos cursos de Medicina por um período de cinco anos.Crédito: Divulgação
O deputado estadual Bruno Lamas (PSB) entrou com Ação Anulatória na Justiça Federal para revogar a Portaria do MEC que suspende por cinco anos a criação de cursos de Medicina no país. O parlamentar esteve pessoalmente com a procuradora da República Elisandra Oliveira Olimpo explicando os motivos pelos quais ingressou com a ação.
Falta de debate
Dentre os argumentos defendidos por Lamas estão a ausência de debates com sociedade e a falta de discussões com as associações representativas de classe, além da falta de mão de obra médica no Estado.
Atrasou
O show de Ed Motta em comemoração aos 20 anos do Museu Vale começou com mais de uma hora de atraso na noite de sábado. Culpa do cantor, que se atrasou na preparação e na passagem do som.
Arrasou
No palco, sozinho, alternando guitarra e teclado, o sobrinho de Tim Maia, desta vez simpático, interagiu com a plateia, cantou o já clássico “Manuel” e lembrou sua parceria com Marisa Monte e Rita Lee. Pelo conjunto da obra, está perdoado pelo atraso.
Saúde na Justiça
O número de processos na Justiça contra planos de saúde cresce ano a ano. No ES, foram 1.139 em 2017. Esse é um dos temas que serão debatidos no 6º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico, em Vitória, entre 30 de julho e 1º de agosto.
O mar avança
A erosão atingiu também as Praias de Peracanga e Bacutia, em Guarapari.
Tchau, buraquinho
Sabe aquele buraco de estimação na Rua Carlos Moreira Lima, em Bento Ferreira, cuja foto foi publicada sábado na coluna? Pois é, a PMV já começou a tapá-lo e promete concluir o trabalho hoje.
Na terra do Moro
A direção estadual do PT está agendando uma caravana, com dois ônibus, para apoiar Lula em Curitiba de 5 a 8 de maio. Haverá também uma caravana da CUT em data a ser marcada.
Viva o livro!
Hoje é o Dia Mundial do Livro. Nada melhor do que comemorar essa data com duas ações: Leia um livro e dê outro de presente.
Para, anda, para...
Não é só Vitória: em Vila Velha os semáforos também desafiam a paciência. Se atual gestão estivesse preocupada com a fluidez do trânsito como está com a instalação de câmeras que multam, seria o paraíso.
Sem papel
A Cesan está automatizando o envio de dados para o Ministério Público Estadual. As informações servem de apoio às investigações do MPES.
Não tá fácil...
Leitor pegou na semana passa um carro com aplicativo cujo motorista é engenheiro e economista formado.
Alô, pagadores de impostos!
Será que os juízes que estão permitindo a cobrança do Imposto Sindical abriram mão de receber o auxílio-moradia?
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MINIENTREVISTA
Mestre em Administração Pública e pós-doutor em Ciência Política, Antônio Carlos Medeiros diz, nesta entrevista, que o próximo presidente da República tem que resgatar a legitimidade. “Sem isso, o presidente correrá o risco de ter menos apoio no Congresso, em 2019, do que os seus antecessores”, alerta.
“O futuro presidente tem que ser legítimo”
Quem se beneficia com o afastamento de Lula da corrida eleitoral?
Está indefinida a disputa pelo espólio eleitoral de Lula. A indecisão é alta.
O que acontecerá se o PT registrar a candidatura de Lula mesmo com ele preso ?
Politicamente, se mantida a candidatura após 16 de agosto, data do início das campanhas, as outras candidaturas da esquerda poderão, paradoxalmente, se enfraquecer.
A polarização PT-PSDB tende a acabar nesta eleição ?
Sim. É grande a fragmentação política. São quase 20 prováveis candidatos. Não vislumbro os extremos com fôlego político para chegarem ao segundo turno. Mas ainda é cedo.
O intenso protagonismo do STF não é sinal de que a política está em crise?
Convivemos com o dilema institucional da judicialização da política e da politização da Justiça. Isso produz instabilidade política e institucional e insegurança jurídica. Continua imperativa uma reforma política mais ampla. E uma reforma do Judiciário. Enquanto isso, a política segue em crise de representatividade.
Se for eleito um presidente com pouca força no Congresso, não corremos o risco de uma nova crise política?
É fundamental a revalidação da legitimidade do presidente da república, a partir dos resultados das eleições. Sem esta legitimidade e capacidade política de formação de maioria para governar, o presidente correrá o risco de ter menos apoio no Congresso, em 2019, do que os seus antecessores.
Leonel Ximenes
Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.