Nos dias 24 e 25 de outubro vai ser realizado no Espírito Santo o workshop do Programa de Redescoberta da Atividade de Petróleo e Gás Onshore, o Reate. A ideia é traçar planos de ação para aumentar a produção terrestre e desenvolver a cadeia de fornecedores e o mercado de trabalho.
Hoje, a extração em terra no Norte do Estado está entre 10 mil e 12 mil barris de petróleo por dia. Com o Reate e com as concessões dos campos terrestres no Espírito Santo, a expectativa é que a produção onshore aumente. Pelos cálculos de especialistas, há potencial para chegar, dentro de dois anos, a uma produção de aproximadamente 50 mil barris por dia.
Mas para que o setor ganhe fôlego, é importante que existam mudanças também na relação das empresas com o refino, que hoje ainda é concentrado na Petrobras. A reclamação dos produtores menores é que a estatal ainda dita os preços e as regras. Por isso, entre o grupo que vai realizar o Reate em Vitória estão sendo discutidos temas que precisam ser trabalhados dentro deste novo cenário, como a possibilidade de instalação de uma refinaria e terminais portuários para exportação. Para empresários e técnicos, o novo momento exige maior agilidade nos licenciamentos ambientais, mudanças na regulação e a utilização do Fundo Soberano para os investimentos.
CAMPO FOLCLÓRICO
Na última terça-feira, três campos terrestres de petróleo no Norte capixaba foram arrematados no leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Um deles tem o curioso nome Mosquito. Segundo uma fonte da Petrobras, havia um certo folclore em torno desta denominação. Entre os profissionais havia até uma brincadeira de que o campo já nascia pequeno ao receber este nome. Tomara que a empresa vencedora desmistifique essa lenda.