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Leonel Ximenes

"A Vale não aprendeu nada com Mariana", diz ex-executivo da mineração

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 19:06

Públicado em 

25 jan 2019 às 19:06
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Rejeitos da barragem da Vale provocaram outra tragédia. Crédito: Divulgação

Um ex-executivo do setor de mineração ouvido pela coluna afirma que a tragédia de Brumadinho mostrou para o mercado que a Vale não aprendeu com o desastre de Mariana, há três anos. “É lamentável, mas parece que o aprendizado da empresa não foi cem por cento eficiente”, constata o especialista, que prefere não ser identificado.

Gestão em xeque

O segundo grande desastre ambiental da mineradora em pouco mais de três anos, para ele, indica que uma tarefa imediata tem que ser cumprida: “É hora de a Vale rever todo o processo de gestão de barragens”.

Centralizada

O ex-executivo também critica o atual modelo de gestão da Vale, concentrado no Rio de Janeiro: “A inteligência da empresa migrou para Botafogo [bairro do Rio], mas a empresa vive nas pontas, na operação nos Estados. Não se gera valor no Rio de Janeiro”, observa.

O susto

Traumatizados pelo desastre de Mariana, moradores de Colatina ficaram apreensivos com a tragédia de Brumadinho. Muitos pensaram que a cidade capixaba poderia ser atingida, como aconteceu há três anos.

A nota oficial

A preocupação era tanta que a Prefeitura de Colatina correu para divulgar uma nota oficial tentando tranquilizar a população: “Os rejeitos não atingirão o Rio Doce, que abastece nosso município”, esclareceu a prefeitura.

Recordar é viver

“Tem que acabar com isso aí de indústria da multa do Ibama. O empresário brasileiro sofre muito.”

Jair Messias Bolsonaro

Presidente do Brasil

Força, Minas!

Minas não está com sorte. Foram três desastres em pouco mais de três anos: tragédia de Mariana, tragédia econômica deixada pelo governo do PT e tragédia de Brumadinho.

Estatização

Militantes esquerdistas aproveitaram a tragédia de ontem para pedir a “reestatização da Vale”.

E o Estado?

Por falar em “estatização”: qual o papel da União, do Estado e dos municípios na fiscalização das mineradoras? Será que o Estado brasileiro está cumprindo seu papel fiscalizador?

Até quando, Vale?

É barragem estourando em Minas, é pó de minério emporcalhando o Espírito Santo.

Preservando a história

A Associação de Moradores do Centro de Vila Velha vai pedir à prefeitura, nesta segunda-feira, que delimite com mourões e cordas a área histórica em frente ao portão antigo do Convento da Penha, na Prainha, para impedir que carros continuem estacionando no local.

O protesto

Ontem diretores da associação se reuniram no local com o secretário municipal de Segurança e Trânsito, Oberacy Emmerich, que demarcou a área com faixas de estacionamento, o que provocou protestos de moradores e artistas. Segundo ele, a pedido do comando do 38º BI.

Aguardando

O secretário diz que vai aguardar autorização para cercar a área. De imediato apagará algumas faixas remanescentes, mas vai deixar intacto o local que já está demarcado com tinta branca. “Se nós não sinalizarmos, não teremos como multar os motoristas que estacionam indevidamente no local”, explica..

Aleluia!

A nota da coluna, publicada no último domingo, deu resultado: o DER-ES finalmente tapou os 187 buracos da rodovia que liga Laranja da Terra a Itarana.

Na pista

O deputado eleito Emílio Mameri (PSDB) nem tomou posse ainda, mas já mostrou que tem prestígio: seu genro acaba de ser nomeado para um cargo na Ceturb.

Culpa da energia

O relógio da Praça Oito voltou a funcionar ontem. A PMV diz que um pico de energia danificou o aparelho.

Acontecimento

Para comemorar a volta do tradicional relógio, o prefeito Luciano Rezende levou à Praça Oito dois secretários: Francisco Grijó (Cultura) e Leo Formigão (Central de Serviços).

O país que não anda

Ontem, no final da tarde, os motoristas enfrentaram cerca de um quilômetro de engarrafamento na

BR 262. O motivo: em frente ao posto da PRF, em Viana, só era permitido tráfego em uma faixa.

Que país é este?

É de desanimar...

Alô, Vale!

Quo usque tandem abutere patientia nostra?

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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