Rejeitos da barragem da Vale provocaram outra tragédia.Crédito: Divulgação
Um ex-executivo do setor de mineração ouvido pela coluna afirma que a tragédia de Brumadinho mostrou para o mercado que a Vale não aprendeu com o desastre de Mariana, há três anos. “É lamentável, mas parece que o aprendizado da empresa não foi cem por cento eficiente”, constata o especialista, que prefere não ser identificado.
Gestão em xeque
O segundo grande desastre ambiental da mineradora em pouco mais de três anos, para ele, indica que uma tarefa imediata tem que ser cumprida: “É hora de a Vale rever todo o processo de gestão de barragens”.
Centralizada
O ex-executivo também critica o atual modelo de gestão da Vale, concentrado no Rio de Janeiro: “A inteligência da empresa migrou para Botafogo [bairro do Rio], mas a empresa vive nas pontas, na operação nos Estados. Não se gera valor no Rio de Janeiro”, observa.
O susto
Traumatizados pelo desastre de Mariana, moradores de Colatina ficaram apreensivos com a tragédia de Brumadinho. Muitos pensaram que a cidade capixaba poderia ser atingida, como aconteceu há três anos.
A nota oficial
A preocupação era tanta que a Prefeitura de Colatina correu para divulgar uma nota oficial tentando tranquilizar a população: “Os rejeitos não atingirão o Rio Doce, que abastece nosso município”, esclareceu a prefeitura.
Recordar é viver
“Tem que acabar com isso aí de indústria da multa do Ibama. O empresário brasileiro sofre muito.”
Jair Messias Bolsonaro
Presidente do Brasil
Força, Minas!
Minas não está com sorte. Foram três desastres em pouco mais de três anos: tragédia de Mariana, tragédia econômica deixada pelo governo do PT e tragédia de Brumadinho.
Estatização
Militantes esquerdistas aproveitaram a tragédia de ontem para pedir a “reestatização da Vale”.
E o Estado?
Por falar em “estatização”: qual o papel da União, do Estado e dos municípios na fiscalização das mineradoras? Será que o Estado brasileiro está cumprindo seu papel fiscalizador?
Até quando, Vale?
É barragem estourando em Minas, é pó de minério emporcalhando o Espírito Santo.
Preservando a história
A Associação de Moradores do Centro de Vila Velha vai pedir à prefeitura, nesta segunda-feira, que delimite com mourões e cordas a área histórica em frente ao portão antigo do Convento da Penha, na Prainha, para impedir que carros continuem estacionando no local.
O protesto
Ontem diretores da associação se reuniram no local com o secretário municipal de Segurança e Trânsito, Oberacy Emmerich, que demarcou a área com faixas de estacionamento, o que provocou protestos de moradores e artistas. Segundo ele, a pedido do comando do 38º BI.
Aguardando
O secretário diz que vai aguardar autorização para cercar a área. De imediato apagará algumas faixas remanescentes, mas vai deixar intacto o local que já está demarcado com tinta branca. “Se nós não sinalizarmos, não teremos como multar os motoristas que estacionam indevidamente no local”, explica..
Aleluia!
A nota da coluna, publicada no último domingo, deu resultado: o DER-ES finalmente tapou os 187 buracos da rodovia que liga Laranja da Terra a Itarana.
Na pista
O deputado eleito Emílio Mameri (PSDB) nem tomou posse ainda, mas já mostrou que tem prestígio: seu genro acaba de ser nomeado para um cargo na Ceturb.
Culpa da energia
O relógio da Praça Oito voltou a funcionar ontem. A PMV diz que um pico de energia danificou o aparelho.
Acontecimento
Para comemorar a volta do tradicional relógio, o prefeito Luciano Rezende levou à Praça Oito dois secretários: Francisco Grijó (Cultura) e Leo Formigão (Central de Serviços).
O país que não anda
Ontem, no final da tarde, os motoristas enfrentaram cerca de um quilômetro de engarrafamento na
BR 262. O motivo: em frente ao posto da PRF, em Viana, só era permitido tráfego em uma faixa.
Que país é este?
É de desanimar...
Alô, Vale!
Quo usque tandem abutere patientia nostra?
Leonel Ximenes
Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.