O conceito de Economia Compartilhada surgiu há dez anos em meio à crise de 2008, onde o caos econômico estava instalado. O mercado e a mãe natureza sinalizaram que consumismo excessivo deixou de ser considerado positivo passando a ser um comportamento ultrapassado.
A indústria e o comércio criaram um ciclo de “obsolescência programada”, pois os produtos não são feitos para durar, afinal, as empresas lucram quando compramos mais, a economia gira quando gastamos mais, e, em resumo, a sociedade considera bem-sucedido quem tem mais.
É totalmente possível que através da Economia Compartilhada ou colaborativa as pessoas mantenham o mesmo estilo de vida, sem precisar comprar cada vez mais, o que reflete positivamente não só da área financeira, como também na saúde do planeta e no bem-estar da humanidade.
A Economia Compartilhada tem por objetivo mudar não só o modo como entendemos nossa relação com os bens materiais, mas também fortalecer as relações interpessoais e familiar.
A tecnologia e as redes sociais impactaram, de alguma forma, na qualidade dos relacionamentos, mas elas também podem ser responsáveis para trazer de volta valores antes perdidos.
Vivemos mudanças constantes e rápidas, novas revoluções aparecem o tempo todo. Nos próximos cinco anos, acontecerão mudanças nunca antes imaginadas. Precisamos enxergar a economia do compartilhamento como uma poderosa ferramenta para nos tirar da crise e melhorar o modo como trabalhamos e como nos relacionamos.
Para ilustrar essa prática no mundo corporativo, cito os Coworkings ou escritórios compartilhados, que são formatos que possibilitam o compartilhamento de espaços e recursos de escritórios entre as pessoas, reduzindo muito os gastos operacionais.
Outro exemplo de economia compartilhada que recentemente ganhou muita visibilidade e conquistou muitos usuários foi o Uber, que chegou revolucionando o conceito de transporte de passageiros, gerando emprego, renda e transporte de qualidade a baixo custo.
É preciso estar atento para as constantes mudanças. Conceitos como esses dificilmente retrocederão. A tendência é se conectar para compartilhar, vislumbrar grandes oportunidades, aperfeiçoar as relações humanas e, ainda assim, gerar bons negócios.
*O autor é especialista em Marketing, professora e membra do Conselho Operacional da AEC