Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • A história de como o ES ganhou o seu banco de desenvolvimento
Gutman Uchôa de Mendonça

A história de como o ES ganhou o seu banco de desenvolvimento

Companhia de crédito estimularia outras culturas, diversificando a lavoura capixaba, que vivia do café

Publicado em 17 de Dezembro de 2018 às 22:37

Públicado em 

17 dez 2018 às 22:37

Colunista

Bandes Crédito: Amarildo
Gutman Uchôa de Mendonça*
Há 50 anos, batia na porta do gabinete do então diretor da carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco Central do Brasil, ocupado pelo economista Ary Burger, em companhia do governador eleito, Christiano Dias Lopes Filho. Tinha acabado de assumir a função quando chegamos a seu gabinete.
Ary era um economista brilhante, nascido em Taquara, no Rio Grande do Sul, em novembro de 1921. Nos conhecemos no escritório do sociólogo Arthur Rios, no Rio de Janeiro, e trabalhamos no Levantamento Socioeconômico que produziu o primeiro diagnóstico da economia do Estado, sob contrato da Findes, quando Américo Buaiz era presidente daquela entidade.
Com quase dois metros de altura, afável, reclamou do meu não comparecimento à sua posse, mas foi solícito com a apresentação do governador eleito no ES, a quem disse conhecê-lo mais do que qualquer homem público capixaba.
Christiano peregrinava por gabinetes diversos, buscando uma abertura para o desenvolvimento do Estado, até que esbarramos no Ary, que conhecia a economia capixaba pelo levantamento que realizamos, e aventou a possibilidade da criação de uma cooperativa de crédito subsidiada pelo IBC-Gerca (Instituto Brasileiro do Café e Gerca (Grupo Executivo de Recuperação Econômica da Cafeicultura).
Christiano queria um Banco de Desenvolvimento, mas Ary ponderou que seria melhor começar pequeno, para depois transformar a companhia de crédito, que iria estimular outras culturas, diversificando a lavoura capixaba para além do café.
Ary me pediu que fosse ao escritório do sociólogo Arthur Rios produzir um documento pedindo ao Gerca um auxílio financeiro para a criação da companhia de crédito, para o fomento do desenvolvimento agrícola do Estado. Levei o documento às 22h daquele dia para que Ary o submetesse no dia seguinte ao Conselho do IBC-Gerca, quando foram aprovados recursos da ordem de 8 milhões de cruzeiros novos para formação do capital da Codes-Cred.
Em Vitória, o governador pediu que levasse a boa nova a Rubens Rangel, que estava no exercício do governo. Indicamos Arthur Carlos Gerhardt Santos à direção do Codes. Ele montou a estrutura do que hoje é o Bandes.
*O autor é jornalista

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Renato Casagrande e Ricardo Ferraço
Quaest: 67% desconhecem que Ricardo é o pré-candidato apoiado por Casagrande
Levantamento testou diferentes embates entre nomes cotados para disputar o Executivo estadual
Quaest: cenários de segundo turno para governo do ES mostram disputa acirrada
Imagem de destaque
Comprar sem sair da conversa: como a nova forma de venda está mudando o comportamento do consumidor

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados