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Futebol

A Copa do Mundo tem muito a nos ensinar

Ganhar custa sacrifício, mudança de mentalidade. Estamos dispostos? Ou preferimos continuar reclamando?

Publicado em 16 de Julho de 2018 às 21:46

Públicado em 

16 jul 2018 às 21:46

Colunista

A comemoração da França
Anaximandro Amorim*
“A França não merecia ter ganhado esta Copa!”. Por quê? Parecia coisa de criança, quando perde a brincadeira e diz: “Não valeu!”. Rede social é, antes de mais nada, um repositório de preconceito e ódio, então, resolvi colher algumas “pérolas” para comprovar que até mesmo o futebol pode ter muito a nos ensinar enquanto cidadãos.
1. “Os franceses já tinham uma vitória. Poderiam ter deixado a Croácia ganhar”. Vamos fazer o seguinte? Deixamos todas as equipes terem cinco vitórias e aí buscamos o hexa. Ok?
2. “A França era a equipe mais cara do mundial”. Ter investimento ajuda, mas, se fosse assim, a Alemanha não seria eliminada pela Coreia do Sul. Nem a Croácia chegaria tão longe.
De repente, a Croácia virou uma espécie de “Brasil que estava dando certo”, até que ela esbarrou na “Poderosa França”. Começamos a procurar desculpas, a desqualificar o oponente
3. “A seleção ‘africana’ da França era cheia de imigrantes”. Que eu saiba, apenas dois eram imigrantes. Os demais, franceses de nascimento. O Brasil é um país de imigrantes, e eu me choquei ao ver as pessoas levantando esse “argumento”. Quanto ao “africana”, a nossa, a meu ver, é ainda mais. E, qual o problema? Percebo racismo?
4. “Só assim para a França gostar dos seus imigrantes”. Mais uma vez: a seleção era (quase) toda francesa de nascença. Essa vitória é um tapa na cara dos preconceituosos. Em tempo: a Croácia, ao revés, é um país de “emigrantes”. Isso também a desqualificaria?
De repente, a Croácia virou uma espécie de “Brasil que estava dando certo”, até que ela esbarrou na “Poderosa França”. Começamos a procurar desculpas, a desqualificar o oponente. Nossa Seleção fez uma das piores campanhas de sua história. Culpa do Tite? Não, nossa: somos o povo do “improviso”, do “jeitinho”, do “coitadinho” e, quando é para valer, damos vexame. Nosso futebol é o nosso retrato fiel.
Duas equipes não chegam a uma final de Mundial à toa. Craques não se formam de um dia para o outro. Em geral, esses países investem em educação e desporto desde a infância. Ganhar custa sacrifício, mudança de mentalidade. Estamos mesmo dispostos a isso? Ou preferimos continuar reclamando? 2022 está logo ali adiante.
*O autor é advogado e escritor
 

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