Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • 50 anos do AI-5: censura nunca mais!
Bruno Dalvi

50 anos do AI-5: censura nunca mais!

AI-5 abriu as portas para institucionalizar a repressão de forma extrema e violar brutalmente direitos humanos

Publicado em 13 de Dezembro de 2018 às 20:55

Públicado em 

13 dez 2018 às 20:55

Colunista

Censura nunca mais
Bruno Dalvi*
Treze de dezembro de 1968 é uma data que precisa ser lembrada pelos defensores da democracia, pelos que ainda flertam com a ditadura e por aqueles que apreciam o autoritarismo. Há 50 anos, entrava em vigor o Ato Institucional nº 5, que marcou o início do período mais duro da ditadura no Brasil. Era noite de sexta-feira quando o então ministro da Justiça, Gama e Silva, fez um pronunciamento na TV anunciado que o regime podia cassar mandatos eletivos, fechar o Congresso, reprimir opositores, suspender direitos políticos de cidadãos, confiscar bens, intervir em Estados e municípios.
Os primeiros efeitos foram percebidos na mesma noite, com o fechamento do Congresso e a prisão do presidente Juscelino Kubitschek. A imprensa passou a sofrer censura e teve reportagens impedidas de serem publicadas. O AI-5 abriu as portas para institucionalizar a repressão em sua forma mais extrema e violar brutalmente os direitos humanos. A luta armada cresceu. Pelo menos 434 pessoas morreram ou desapareceram nas mãos do Estado, segundo a Comissão Nacional de Verdade.
É vergonhoso, é loucura quando em pleno século XXI qualquer cidadão ouse negar a existência da ditadura no Brasil ou defende que, naquele tempo, as coisas eram melhores. Sob tortura e morte não há vitórias. Deve-se condenar qualquer iniciativa que defenda o uso de medidas autoritárias para impor decisões certas, como acreditava Delfim Netto, o então ministro da Fazenda daquele tempo sombrio.
Estamos diante de um futuro presidente que fez questão de enaltecer sua simpatia ao autoritarismo. Importante enaltecer que ele foi eleito exatamente porque somos livres para expressar nossas opiniões. As liberdades de manifestação e de imprensa são pilares de uma democracia. E a democracia começa a morrer quando se inibe o direito à livre manifestação e se tenta coibir a imprensa livre.
Uma imprensa livre critica, põe luz onde há sombra, denuncia a sujeira do submundo e mostra o lado perverso que querem esconder. Assim, ajuda a melhorar o país. Graças a essa conquista estamos passando o Brasil a limpo nesses últimos anos. Que essa limpeza possa continuar sendo mostrada livremente aos cidadãos como garante a nossa Constituição Federal.
*O autor é jornalista

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vereador de Vitória Baiano do Salão
Vereador de Vitória condenado por estupro está com tornozeleira eletrônica
Ocorrência gerou confusão no Calçadão Geraldo Pereira, no Centro.
Mulher suspeita de tentar sequestrar menina é contida por populares em Colatina
Imagem de destaque
A crise na Ucrânia que fez Zelensky demitir ministro da Defesa e comandante do Exército em plena guerra com a Rússia

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados