Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Beatriz Seixas

2019 com cara de 2018

Crescimento da economia não deve emplacar no ritmo desejado

Publicado em 11 de Outubro de 2018 às 22:41

Públicado em 

11 out 2018 às 22:41
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Economia deve demorar a se recuperar de forma sólida Crédito: Divulgação
Não importa quem saia vitorioso das urnas no 2º turno das eleições, o cenário econômico deverá se manter nebuloso por um bom tempo e a previsão de crescimento do PIB para 2019 – de 2,5% de acordo com o último Boletim Focus – pode, assim como vem acontecendo neste ano, ser frustrada.
Até agora, os dois candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) não demonstraram clareza sobre o fio condutor da economia em seus respectivos programas de governo, tampouco em suas declarações públicas, o que reforça as dúvidas para o próximo ano.
As falas dos presidenciáveis, em alguns momentos, até indicam que eles querem mudar a realidade crítica que o país atravessa, mas as ações que vão adotar para garantir o equilíbrio fiscal, a recuperação dos empregos e do crédito e a retomada do crescimento permanecem uma incógnita. Embora ainda faltem 16 dias para a segunda etapa do processo eleitoral, os sinais dados até o momento não sugerem para uma qualificação das discussões.
Bolsonaro, por exemplo, não deve participar dos debates em veículos de comunicação, o que impede os eleitores de conhecer e entender melhor suas propostas e, consequentemente, as do seu adversário, já que o evento acaba sendo cancelado. Vale observar que a ausência do capitão já não é mais justificada pela recomendação médica, mas é citada, pelo próprio deputado, como uma questão de estratégia. A tática que em nada beneficia o eleitor.
Economistas concordam que as rasas proposições dificultam soluções mais rápidas a serem tomadas pelo vencedor das urnas quando assumir o Palácio do Planalto. A professora da Fucape Arilda Teixeira e o professor dos MBAs da FGV Robson Gonçalves afirmam que não dá para falar de perspectivas otimistas, por enquanto. Para eles, 2019 será praticamente um novo 2018.
“Continuo com o mesmo ceticismo do início deste ano. Não vejo elementos em curso que promovam o crescimento e, principalmente, de forma sustentável. Enquanto enxergar desta forma, acredito que a economia vai crescer como está crescendo agora, no ‘modo avião’, funciona mas não interage”, pondera Arilda.
Gonçalves projeta um crescimento entre 1,5% e 2% em 2019. “Estou mais pessimista do que a média do Boletim Focus. Exatamente pela fragilidade das propostas durante a campanha, o próximo governo vai ter que ganhar a confiança dos empresários e dos consumidores. Reverter essa baixa de expectativas não é algo que se consegue do dia para a noite.”
O economista destaca os pontos fracos de cada candidato. No caso petista, a crítica a Haddad é ele querer recuperar a economia a partir do estímulo ao consumo. “As nossas carências estão na infraestrutura. Dar ênfase ao consumo é mais do mesmo dos governos Lula e Dilma que, como todos estão vendo, fracassaram.”
Em relação a Bolsonaro, o professor considera que falta sintonia entre o candidato e o seu guru econômico. “Paulo Guedes é extremamente liberal e Bolsonaro provou que é mais estatista que o seu consultor gostaria. A divergência constante entre eles preocupa. Aliás, os dois casos, do PT e do PSL, geram muita incerteza.”
Por outro lado, as mudanças no parlamento podem ser uma importante mola propulsora para a agenda econômica. Mas precisam engrenar desde já. Assim como um ministro da Fazenda é essencial para direcionar o presidente, articuladores políticos têm papel importantíssimo na condução e no estímulo ao debate de temas-chaves, como a reforma da Previdência. “Até agora não estou vendo despontar quem vai ser o articulador de cada lado”, chama a atenção Gonçalves.
Outro alerta vem da economista Arilda Teixeira, que mesmo reconhecendo o atoleiro de lama em que o país se afundou, comemora o fato de o Brasil ter a seu favor uma democracia forte e sólida.
 
 
Capixabas de olho em R$ 2 bilhões em negócios
As empresas capixabas estão tentando conseguir algumas das compras bilionárias contratadas todo o ano pela Transpetro, subsidiária da Petrobras. A companhia demanda anualmente R$ 2 bilhões em produtos e serviços em todo o país, mas a participação de fornecedores locais ainda é ínfima. O coordenador do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás, Durval Vieira, diz que na última quarta-feira o fórum promoveu um encontro entre a Transpetro e cerca de 50 empresas para aproximar e tentar emplacar o Estado. “É um mercado potencial imenso e desconhecido pela maioria das empresas daqui. A Transpetro apresentou os caminhos e acredito que quem for competente vai aproveitar muito bem essa oportunidade.”
Eco$nomia - Tirinha do Arabson 12/10/2018 Crédito: Arabson

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Jorge Jesus será o novo técnico de Portugal, diz jornal
Imagem de destaque
Como a calcinha rosa de uma tenista brasileira escandalizou Wimbledon em 1962
Volkswagen T-Cross
VW T-Cross fica R$ 10 mil mais barato e agora parte de R$ 119.990

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados