
Gutman Uchôa de Mendonça*
Nos debates com candidatos ao pleito de 7 de outubro, as reivindicações sociais estão voltadas mais para as áreas de saúde, educação e combate à violência. Há uma tremenda desordem nesses três campos importantes, responsáveis pela tranquilidade de todos nós.
Confessemos, sem constrangimentos, a falência nos campos da saúde, educação e segurança pública, ocasionada pela baixa remuneração dos responsáveis por tais atividades.
Chegamos a um ponto no Brasil que, embora os impostos sejam absurdos e a burocracia seja um sistema incontrolável, os recursos que sobram são modestos para manter, por exemplo, um sistema de segurança eficiente. Com isso, não é difícil encontrar professores e profissionais de saúde que precisam fazer “bicos” para sobreviverem com dignidade.
Os meios de comunicação mostram diariamente o estado de abandono em que se encontram hospitais, escolas e a segurança pública, essa última esbarrando sempre na deficiência da legislação penal para punir a delinquência que assusta.
Chegamos a um ponto no Brasil que, embora os impostos sejam absurdos e a burocracia seja um sistema incontrolável, os recursos que sobram são modestos para manter, por exemplo, um sistema de segurança eficiente
Que propostas nos trazem os candidatos para termos um pouco de paz social? A base para o desenvolvimento de uma sociedade são uma boa educação, uma excelência em saúde e um absoluto estado de direito, com o império da lei.
Cada sucessão governamental, no país e nos Estados, acumula somatório de erros no campo do desenvolvimento econômico e social. Padecemos de uma falência brutal, no campo da infraestrutura, de múltiplas obras paradas. Na Capital, as obras que são executadas na Avenida Leitão da Silva se eternizam, gerando prejuízos para estabelecimentos comerciais que viram dificuldade dos fregueses chegarem às suas portas.
Obras e mais obras são começadas e não terminadas. Os sucessores nas administrações públicas, infelizmente, se transformam em inimigos do antecessor e da sociedade, porque abandonam tudo pelo caminho. Não há uma política de continuidade.
Nenhum candidato, até agora, deixou claro seu programa de como combater a violência, como priorizar a educação e a saúde e como trabalhar para organizar o Estado para seu desenvolvimento sustentável.
*O autor é jornalista