Quem é de Vitória ama a cidade incondicionalmente. Cidade Presépio, Cidade Sol... é a ilha deliciosa de Carmélia Maria de Souza sempre tratada com carinho, ao longo desses 467 anos completados hoje. Mesmo que o seu apelido mais atual, Vitorinha, tenha surgido com uma conotação pejorativa, ressaltando o provincianismo que ainda sobrevive (e que não deixa de ter seu charme) na cidade, com o tempo foi ganhando outros contornos, bem mais afetuosos. Todos amam Vitorinha, que conquista também quem por aqui passa ou escolhe a cidade para viver.
Porque Vitória é mesmo pequena, uma Capital mignon. Mas é, principalmente, uma ilha cercada de potencial. Bonita como poucas, estrategicamente localizada no mapa brasileiro e no do próprio Espírito Santo, vem colecionando nos últimos anos boas colocações em qualidade de vida e ambiente de negócios. Nesta semana mesmo foi considerada a cidade mais inteligente do país entre municípios com até 500 mil habitantes, dentro do Ranking Connected Smart Cities 2018. No cômputo geral, ficou em terceiro, atrás apenas de Curitiba e de São Paulo.
É um presente e tanto de aniversário, que aponta para os avanços, mas que ao mesmo tempo não é suficiente para aplacar algumas inquietações de seus cidadãos. Ainda convivemos com obstáculos da mobilidade urbana. A poluição incomoda, diariamente. E o noticiário recente tem mostrado que a guerra do tráfico se espalha pelas comunidades mais carentes, com demonstrações de força que têm assustado a todos. A segurança pública é, definitivamente, uma das maiores adversidades da Capital. Desafios que precisam ser enfrentados pelo poder público, com participação ativa da sociedade.
Presentear Vitória com ainda mais qualidade de vida é presentear seus próprios moradores. A Capital já é privilegiada por harmonizar belezas naturais e arquitetônicas. Superar os entraves para tornar a convivência social mais digna é tudo o que se deseja para essa cidade, tão admirada. Pequena no tamanho, gigante em possibilidades.