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Saúde

Vacinação: proteção para si, cuidado com o próximo

Além de proteger a população, a diminuição da transmissão é importante para quem não pode se vacinar

Publicado em 13 de Agosto de 2018 às 21:56

Públicado em 

13 ago 2018 às 21:56

Colunista

Vacinação: imunização na rede pública protege contra três vírus de gripe
Aline Fraga*
O Dia D da vacinação contra o sarampo e a poliomielite é no próximo sábado, dia 18. É, portanto, a data ideal para explicar a importância da imunização massiva contra uma doença. Porque vacinar-se não é um ato apenas de amor próprio, como também de preocupação com o coletivo e cuidado com o próximo.
As vacinas foram desenvolvidas quando, no século 18, a morte e infecção de muitas pessoas, principalmente crianças, por varíola, fez com que se descobrisse que os indivíduos que recebiam o agente transmissor da doença por vias cutâneas - fosse pelo contato com animais contaminados ou até mesmo com humanos infectados - apesar de terem reações adversas, não desenvolviam a doença.
O nome “vacina” foi dado pelo médico inglês Edward Jenner, que percebeu que pessoas que conviviam com vacas, inclusive as que tinham varíola, não eram contagiadas. Por isso, usou o termo “varíola da vaca”, em latim: “variola vaccinae”.
O que muita gente que é contra a vacinação talvez não tenha se dado conta é de que, quando nos vacinamos, além de nos proteger contra a doença, nós também quebramos um elo necessário à transmissão
O sucesso e a polêmica da vacina estão presentes desde então. Em 1805, Napoleão Bonaparte obrigou que todos os seus soldados fossem vacinados. Já no Brasil, o evento mais conhecido é a Revolta da Vacina. A história é de uma tentativa do então presidente Rodrigues Alves, junto com o médico Oswaldo Cruz, de vacinar a população contra a varíola. Na época, foi criada a Lei da Vacina Obrigatória, em 1904, que provocou reações violentas da população contrária à imunização.
Mais de 110 anos depois, continuamos sobre os mesmos dilemas. Doenças que antes haviam sido erradicadas ou extremamente minimizadas em suas ocorrências devido à vacinação massiva - como o sarampo e a poliomielite - voltaram a aparecer no Brasil.
O que muita gente que é contra a vacinação talvez não tenha se dado conta é de que, quando nos vacinamos, além de nos proteger contra a doença, nós também quebramos um elo necessário à transmissão. Isso quer dizer que, se tivermos contato com o vírus, tendo os anticorpos gerados a partir da vacina, além de não desenvolvermos a doença, também protegemos nossos colegas, família e todos que temos contato cotidianamente.
E isso inclui as pessoas que não podem tomar vacinas, como crianças muito pequenas e pacientes imunodeprimidos. Por isso a vacinação é tão importante. Além de proteger a população, a diminuição da transmissão é importante para quem não pode se vacinar.
*A autora é médica reumatologista pediátrica e presidente da Sociedade de Reumatologia do Espírito Santo (Sores)
 

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