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Economia

Turismo, burocracia e a falta de boa vontade

Temos a maior máquina burocrática do mundo, que não permite que nada vá para frente

Publicado em 29 de Outubro de 2018 às 18:18

Públicado em 

29 out 2018 às 18:18

Colunista

Se for contar os percalços dá vontade de desistir, chorar, só de enfrentar a burocracia e a falta de compreensão de certos tipos de autoridade Crédito: Amarildo
Gutman Uchôa de Mendonça*
Por circunstâncias naturais da vocação para construir, estou metido, há pouco mais de 30 anos, no maior projeto de turismo social do hemisfério Sul, no Espírito Santo, onde o Sesc – Serviço Social do Comércio – desenvolve a construção do maior empreendimento destinado, prioritariamente, à classe de empregados no comércio, contando, presentemente, com três unidades – Guarapari, Praia Formosa e Domingos Martins – com 1.512 apartamentos, que fazem o nosso Estado ser visitado por 100 mil comerciários ao ano saídos dos mais variados pontos do Brasil.
Esses empreendimentos estão situados em locais onde não existiam nada, nem uma casa no raio de quilômetros, quando começaram promovendo o desenvolvimento regional. Se for contar os percalços para construir tais equipamentos, para dar ensino gratuito a 4 mil alunos, dá vontade de desistir, chorar, só de enfrentar a inveja, a burocracia e a falta de compreensão de certos tipos de autoridade. Só para mover a papelada para construir um empreendimento, leva quatro ou mais anos, tendo que puxar o saco de autoridades para o projeto ser aprovado. É um país indecente.
Ninguém é melhor do que ninguém! Ajudei, com ideias e ideais, o governador Christiano Dias Lopes Filho quando seu auxiliar. A segunda ponte sobre a baía de Vitória não era aquela pobreza que ali ostenta e teria sido construída com três pistas de cada lado, ou quatro, como propus inicialmente. O grande salto para o desenvolvimento do Estado, no campo do turismo era a construção de uma linha férrea à margem da Rodovia do Sol. O resto era deixar para a iniciativa privada.
Tenho absoluta convicção que não serei, jamais, além do que sou. Estamos em vias de transformar Praia Formosa, no município de Aracruz, num dos maiores centros de hotelaria e polo poliesportivo do país, com um dos mais importantes conjuntos de toboáguas do Brasil, totalmente em aço inoxidável, para suportar corrosão, intempéries, em favor da família comerciária, da sociedade brasileira, onde existe o mais importante centro de convenções.
Se um sujeito determinado vier amanhã a ocupar o governo do Estado e quiser promover seu desenvolvimento sustentável, pode transformar o Espírito Santo numa pequena Suíça. Tem que trabalhar, colocar a cuca para funcionar. O Brasil está atrasado, com relação a Europa e Estados Unidos, cerca de 200 anos, só em turismo. Mas temos a maior máquina burocrática do mundo, que não permite que nada vá para frente. Tem raiva de empreendedor.
*O autor é jornalista

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