Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Diabetes gestacional: escolhas alimentares equilibradas ajudam no controle da glicemia 
Se cuida

Diabetes gestacional: escolhas alimentares equilibradas ajudam no controle da glicemia 

Alimentos variados e naturais ajudam a melhorar a resposta do organismo à insulina, hormônio que sofre alterações fisiológicas ao longo da gestação

Publicado em 19 de Maio de 2026 às 17:12

Portal Edicase

Publicado em 

19 mai 2026 às 17:12
Escolhas nutricionais adequadas contribuem para estabilidade da glicemia durante a gestação (Imagem: fast-stock | Shutterstock)
Escolhas nutricionais adequadas contribuem para estabilidade da glicemia durante a gestação Crédito: Imagem: fast-stock | Shutterstock
O diabetes gestacional é uma condição caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, geralmente identificado a partir do segundo trimestre. A doença ocorre porque as alterações hormonais próprias da gestação podem reduzir a ação da insulina no organismo, dificultando o controle da glicemia. Embora exija atenção e acompanhamento médico, a condição pode ser controlada com hábitos adequados, especialmente por meio de uma alimentação equilibrada.
“Apesar do diagnóstico frequentemente causar preocupação, o tratamento vai muito além da simples exclusão de alimentos ou da ideia equivocada de ‘fazer dieta’ durante a gestação . Como a gravidez não é um momento para dietas hipocalóricas ou restritivas, porque isso pode comprometer o crescimento e o desenvolvimento do feto, o foco deve estar na qualidade da alimentação”, explica a nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 
A alimentação equilibrada é uma das principais aliadas no controle do diabetes gestacional.  “No diabetes gestacional, a dieta deve priorizar alimentos com baixo índice glicêmico, fracionar carboidratos ao longo do dia, evitar picos glicêmicos e manter o ganho de peso adequado. A terapia nutricional é a primeira linha de tratamento”, explica o ginecologista e obstetra Dr. Nélio Veiga Junior, mestre e doutor em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP).

Diagnóstico do diabetes gestacional

De acordo com os critérios atuais, o diagnóstico do diabetes gestacional é feito por meio do teste oral de tolerância à glicose, realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Valores de glicemia em jejum iguais ou superiores a 92 mg/dL, glicemia após 1 hora acima de 180 mg/dL ou após 2 horas acima de 153 mg/dL já são suficientes para confirmar o quadro. 
O Dr. Nélio Veiga Junior alerta que a obesidade está fortemente associada ao Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). “Mulheres obesas têm risco duas a quatro vezes maior de desenvolver DMG. Isso se deve à resistência insulínica pré-existente, exacerbada pelas alterações hormonais da gravidez”, comenta.

Alimentos que ajudam no controle da glicemia 

Segundo a Dra. Marcella Garcez, uma alimentação equilibrada , variada e o mais natural possível contribui para reduzir picos glicêmicos e melhora a resposta do organismo à insulina, hormônio que sofre alterações fisiológicas ao longo da gestação.
“O que orientamos é organizar melhor o prato, fracionar as refeições ao longo do dia e reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcares simples e farinhas refinadas, sem que isso signifique comer menos, mas comer melhor”, reforça a nutróloga.
O primeiro ponto de atenção é a inclusão de fibras na dieta, orienta a Dra. Marcella Garcez. “As fibras retardam a absorção da glicose e ajudam a manter a glicemia mais estável ao longo do dia”, explica. Segundo ela, é importante incluir na rotina alimentar:
  • Verduras e legumes variados: brócolis, abobrinha, cenoura, folhas verdes;
  • Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha;
  • Sementes: aveia, cevada, chia e linhaça;
  • Frutas inteiras, com casca quando possível: maçã, pera, ameixa e frutas vermelhas.
“É fundamental pontuar que, além das fibras, as frutas oferecem uma série de fitoquímicos (compostos bioativos naturais responsáveis por cores, aromas e sabores), que exercem efeitos metabólicos relevantes, especialmente no controle da glicemia, algo fundamental no diabetes gestacional”, afirma a médica.
Ainda conforme a Dra. Marcella Garcez, compostos bioativos como flavonoides, antocianinas e catequinas podem contribuir para desacelerar a digestão e a absorção dos carboidratos no intestino, auxiliando no controle dos níveis de glicose no sangue após as refeições e evitando picos glicêmicos.
“Além disso, os fitoquímicos presentes nas frutas têm ação antioxidante e anti-inflamatória, o que contribui para melhorar a sensibilidade à insulina, especialmente em um contexto de resistência insulínica induzida pelos hormônios da gravidez”, explica. 
Portanto, é mito que a fruta é vilã. “Quando consumidas inteiras, com fibras e fitoquímicos preservados, as frutas têm um comportamento metabólico muito diferente dos açúcares isolados ou de sucos. O conjunto de fibras e fitoquímicos ajuda a modular a resposta glicêmica, especialmente quando a fruta é combinada com proteínas ou gorduras”, destaca.
Proteínas e gorduras boas contribuem para uma resposta glicêmica mais equilibrada (Imagem: New Africa | Shutterstock)
Proteínas e gorduras boas contribuem para uma resposta glicêmica mais equilibrada Crédito: Imagem: New Africa | Shutterstock

Proteínas e gorduras boas na alimentação

Outro macronutriente importante para reduzir os picos glicêmicos é a proteína . “Ela reduz a velocidade de digestão dos carboidratos e aumenta a saciedade, sem impacto negativo para o feto, desde que sejam consumidas sem exagero. Ovos, carnes magras, frango e peixes bem cozidos, além de leite, iogurte natural e queijos podem ajudar”, explica a Dra. Marcella Garcez.
As gorduras saudáveis também devem estar presentes na dieta durante o diabetes gestacional. “Já as boas fontes de gordura, como azeite de oliva, abacate, oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas) e sementes (chia, linhaça e gergelim), retardam o esvaziamento gástrico e contribuem para uma resposta glicêmica mais estável”, completa.

Controle da doença reduz riscos para mãe e bebê

Do ponto de vista obstétrico, o controle adequado do diabetes gestacional e da obesidade é fundamental para prevenir complicações como macrossomia fetal, parto prematuro, sofrimento fetal e maior risco de cesárea.
“A exposição intrauterina a um ambiente obesogênico também está relacionada ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica na vida adulta da criança, caracterizando o que se chama de ‘programação fetal'”, alerta o Dr. Nélio Veiga Junior, que acrescenta: “Uma alimentação bem orientada não só contribui para uma gravidez mais segura, como também impacta diretamente a saúde do bebê a curto e longo prazo”. 
Por Maria Paula Amoroso
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ecoporanga fica no extremo Norte capixaba e tem pouco mais de 20 mil habitantes segundo o IBGE
Justiça mantém prisão de médico por descumprir medida protetiva no ES
Sede da Apex Empresarial, em Vitória
Justiça dá novos prazos para Apex entregar documentos em pedido de recuperação judicial
Caminhão danifica estrutura da UBS de Laranjeiras, na Serra
Caminhão atinge UBS de Laranjeiras e estrutura é interditada

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.